Brasil

Governo Lula amplia MCMV com nova faixa para classe média e R$ 178 bilhões em 2026

Programa habitacional recebe maior orçamento da história e avança para famílias com renda até R$ 12 mil

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) atingiu em 2026 seu maior orçamento da história: R$ 178 bilhões distribuídos entre o Orçamento Geral da União (R$ 8,56 bi), o Fundo Social (R$ 24,76 bi) e o FGTS (R$ 144,5 bi). O governo federal lançou ainda uma nova linha voltada à classe média, atendendo famílias com renda acima de R$ 12 mil e financiamento de até R$ 2,25 milhões a juros de até 12% ao ano.

A estratégia do Palácio do Planalto é usar o programa habitacional como principal ativo eleitoral na disputa presidencial de outubro de 2026. A meta é chegar a 3 milhões de moradias contratadas até o encerramento do atual mandato, superando o recorde do governo Bolsonaro, que entregou 1,6 milhão entre 2019 e 2022.

O programa Reforma Casa Brasil, com R$ 30 bilhões do Fundo Social, amplia o atendimento a famílias com renda de até R$ 9.600. Os recursos vêm num contexto em que o governo busca recuperar aprovação junto à classe média, que registrava 54% de desaprovação em janeiro de 2025, segundo pesquisa Genial/Quaest.

No Distrito Federal, a expansão do MCMV para faixas de renda mais altas deve beneficiar diretamente trabalhadores do funcionalismo público e setor privado que enfrentam dificuldade no acesso ao crédito habitacional convencional. A nova modalidade permite financiar imóveis acima do teto das faixas tradicionais do programa.

Com a aproximação das eleições, o volume de contratos e entregas do MCMV tende a crescer nos próximos meses, conforme estratégia já adotada em anos eleitorais anteriores.

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