Brasil

Mais de 17 ministros de Lula deixam cargos para disputar eleições em outubro

Prazo de descompatibilização terminou em abril; Gleisi, Rui Costa e Marina Silva estão entre os que saem

A corrida eleitoral de outubro de 2026 esvaziou parcialmente o governo Lula: ao menos 17 ministros solicitaram exoneração para cumprir o prazo legal de descompatibilização, encerrado em abril. A legislação eleitoral exige que agentes públicos que disputem cargos diferentes dos que ocupam se desliguem seis meses antes do pleito.

O Senado Federal concentra a maior parte das pretensões. Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) mira uma cadeira pelo Paraná, Rui Costa (Casa Civil) pela Bahia, Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) disputam vagas por São Paulo. Alexandre Silveira (Minas e Energia) vai ao Senado por Minas Gerais e Carlos Fávaro (Agricultura) pelo Mato Grosso.

No campo dos governos estaduais, Renan Filho (Transportes) disputa a reeleição em Alagoas, enquanto Márcio França (Empreendedorismo) enfrenta a difícil missão de conquistar o governo de São Paulo pelo PSB. Haddad (Fazenda) segue indefinido, com o PT pressionando para que dispute o governo paulista ou o Senado.

Deputados federais e estaduais também constam nas ambições de ministros como Anielle Franco (Igualdade Racial), Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Jader Filho (Cidades). Das 81 cadeiras do Senado, 54 estarão em disputa nas eleições de outubro.

As saídas representam um desafio logístico para o Palácio do Planalto, que precisará preencher cargos-chave a poucos meses das eleições mantendo a coesão da base governista no Congresso.

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