Brasil

Tarifaço de Trump deixa saldo: exportações brasileiras caem 18,5% para os EUA em agosto

Após tarifa de 50% sobre produtos como carne e café, Brasil redireciona vendas para China e México

O tarifaço de Donald Trump, que impôs uma sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos a partir de 1º de agosto de 2025, deixou marcas profundas na balança comercial: as vendas do Brasil ao mercado americano recuaram 18,5% em agosto, com impacto concentrado em carne bovina, suco de laranja e petróleo.

A resposta do mercado foi imediata: o Brasil redirecionou parte das exportações para a China, que registrou crescimento de 31% nas compras de produtos brasileiros, e para o México, com alta de 43,8%. Os EUA, que já eram o terceiro destino das exportações nacionais — atrás de China e União Europeia — perderam ainda mais participação.

Para conter os efeitos sobre o emprego, o governo federal lançou o Plano Brasil Soberano, com R$ 30 bilhões em linhas de crédito subsidiadas. O ministro do Trabalho alertou sobre o risco de perda de aproximadamente 320 mil postos de trabalho nos setores mais expostos às tarifas americanas.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu de 50,2 para 45,6 pontos entre junho e agosto de 2025, sinalizando deterioração do ambiente de negócios. No agronegócio, setor de peso no Distrito Federal e no Entorno, as incertezas sobre o acesso ao mercado americano impactaram contratos e preços.

A Suprema Corte dos EUA derrubou em fevereiro de 2026 a base legal das tarifas amplas de Trump, aliviando a pressão sobre produtos como café, frutas e petróleo. O Brasil aguarda a normalização gradual das relações comerciais bilaterais ao longo de 2026.

2 visualizacoes