Coleta de pneus e eletrônicos no DF segue logística reversa do fabricante
Pontos de entrega voluntária recebem o material com regras específicas; descarte irregular configura infração ambiental
O descarte de pneus e equipamentos eletrônicos no Distrito Federal segue a regra federal da logística reversa, que responsabiliza fabricantes pela destinação final do produto após o uso. A Política Nacional de Resíduos Sólidos define o caminho. No DF, a operação envolve fabricantes, distribuidores, comerciantes, SLU e Ibram.
Por que existe a logística reversa
Pneus, eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias e embalagens de agrotóxico têm composição que exige destinação especial. Pneus queimam por décadas em aterro e geram poluição. Eletrônicos contêm metais pesados que contaminam solo e água. A logística reversa exige que o setor produtivo cuide do descarte adequado.
Ao comprar produto novo dessas categorias, o consumidor paga, embutido no preço, o custo da destinação. O comerciante é parte da cadeia e tem responsabilidade legal de receber o produto usado.
Pneus
O descarte de pneus segue regra do Ibama. Borracharias e oficinas mecânicas costumam receber o pneu velho na troca do produto novo. Em alguns casos, o estabelecimento aceita pneu trazido pelo consumidor sem compra associada.
O pneu é encaminhado a pontos de coleta credenciados, que enviam o material para empresas de reciclagem. A borracha vira matéria-prima para asfalto-borracha, solas de calçado, pisos e outros produtos.
O descarte de pneu em terreno baldio é prática que merece especial atenção no DF. O pneu acumula água e se torna criadouro do mosquito da dengue, da zika e da febre amarela urbana. A SES-DF e o SLU mantêm campanhas regulares de coleta em comunidades.
Eletrônicos
Celulares antigos, computadores, TVs, monitores, impressoras e demais eletrônicos têm rota de descarte definida. Grandes fabricantes mantêm pontos de coleta em lojas próprias e parceiras. Ecopontos do SLU recebem pequenos eletrônicos.
Algumas empresas oferecem programa de troca, com desconto na compra do produto novo mediante entrega do antigo. A prática reduz o estoque doméstico de equipamentos sem uso e garante destinação adequada.
Lâmpadas, pilhas e baterias
Lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio. Pilhas e baterias contêm metais pesados. O descarte no lixo comum é vedado. A entrega deve ser feita em ecopontos, em supermercados parceiros ou em lojas que vendem o produto novo.
O cidadão pode acumular esses materiais em casa, em local seguro, e fazer o descarte coletivo periodicamente. A quantidade individual costuma ser pequena, mas o impacto somado é relevante.
Descarte irregular
Jogar pneu, eletrônico, lâmpada, pilha ou bateria em terreno baldio, córrego, lixeira comum ou via pública configura infração ambiental. A multa é prevista em lei. O Ibram fiscaliza com apoio de DF Legal e do SLU.
A denúncia pode ser feita pelo Disque 162, pela ouvidoria do SLU e pelo canal do Ibram. A consulta de ecopontos e pontos de coleta atualizados está no portal do SLU.