GDF vai desapropriar 1.200 imóveis no Sol Nascente para urbanização da maior favela do DF
Obras do PAC 2 incluem asfalto, esgoto e creches para os 90 mil moradores da RA de Ceilândia
O GDF vai desapropriar 1.200 imóveis no Sol Nascente para viabilizar as obras do PAC 2 na área, previstas para começar no segundo semestre de 2026. O Sol Nascente, em Ceilândia, é a maior favela do Brasil em extensão territorial.
O projeto inclui pavimentação de 48 km de ruas sem asfalto, implantação de rede de esgoto em três setores do núcleo e construção de duas creches para crianças de 0 a 3 anos. Investimento total: R$ 890 milhões, dos quais R$ 620 milhões são federais via PAC.
As desapropriações são o nó da operação. Famílias que vivem em imóveis que bloqueiam o traçado viário precisarão ser removidas para áreas de reassentamento já identificadas pela CODHAB no próprio Sol Nascente. A distância máxima do reassentamento é de 400 metros.
Não é primeira vez que o GDF anuncia urbanização do Sol Nascente. Planos anteriores em 2015 e 2019 não saíram do papel por falta de financiamento e impasse político nas desapropriações. Desta vez o PAC federal dá lastro financeiro diferente.
A Secretaria de Habitação abre consulta pública sobre o projeto em 22 de abril na Administração Regional de Ceilândia.