Brasil enfrenta o Haiti em Filadélfia pressionado por vitória no Grupo C
Sem Neymar, time de Ancelotti precisa vencer para sair da terceira posição na fase de grupos
O Brasil entra em campo nesta sexta-feira, às 21h30 de Brasília, no estádio em Filadélfia, para enfrentar o Haiti pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. A seleção comandada por Carlo Ancelotti chega pressionada: ocupa a terceira colocação do grupo, com apenas um ponto, e precisa vencer para mudar o rumo da campanha.
O tropeço na estreia explica a urgência. O Brasil empatou em 1 a 1 com Marrocos, com gol de Vini Jr., e ficou abaixo do esperado para uma seleção que tem a classificação como obrigação mínima. O Haiti, por sua vez, perdeu por 1 a 0 para a Escócia, com gol de John McGinn, e também busca a primeira vitória no torneio. O confronto, portanto, coloca frente a frente dois times que precisam reagir.
A grande ausência do lado brasileiro é Neymar. O atacante não viajou com a delegação e está fora da partida por causa da recuperação física. A comissão técnica optou por não arriscar o jogador, que segue em processo de retorno à plena condição. A decisão obriga Ancelotti a buscar alternativas no setor ofensivo.
Para o confronto, Ancelotti deve escalar o Brasil com Alisson; Danilo, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Fabinho e Bruno Guimarães; Gabriel Martinelli, Vini Jr., Igor Thiago e Luiz Henrique. A formação aposta na velocidade pelas pontas e em Igor Thiago como referência na área. O desenho busca dar mais profundidade ao ataque e ocupar os espaços deixados pela ausência do camisa 10.
Histórico recente favorece a seleção
O retrospecto contra os haitianos serve de alento para a torcida brasileira. Em 2016, na Copa América, o Brasil goleou o Haiti por 7 a 1, partida em que Philippe Coutinho marcou três vezes. O contexto, no entanto, é outro, e a seleção atual ainda busca encaixar o estilo de jogo proposto por Ancelotti, contratado para reorganizar o time em uma fase de transição.
Diante de um adversário teoricamente mais frágil, o Brasil terá a obrigação de tomar a iniciativa e impor seu ritmo desde o início. Um resultado positivo não apenas somaria três pontos como devolveria confiança a um grupo cobrado pela exigência histórica de protagonismo em Copas.
O que está em jogo na classificação
O novo formato da Copa, com 48 seleções, distribui os times em 12 grupos. Avançam à fase de 32 os dois primeiros de cada chave mais os oito melhores terceiros colocados. Isso significa que, mesmo na terceira posição, o Brasil ainda tem margem, mas uma vitória encaminharia a classificação e evitaria depender de combinações de resultados em outras chaves.
A situação atual do Grupo C antes da rodada:
- Escócia: 3 pontos
- Marrocos: 1 ponto
- Brasil: 1 ponto, na terceira posição
- Haiti: 0 ponto
Uma vitória brasileira em Filadélfia mudaria o cenário do grupo e colocaria a seleção em condição mais confortável para a rodada final, quando a definição dos classificados deve se concentrar. Tropeçar novamente, por outro lado, deixaria o Brasil dependente de tropeços alheios e elevaria a pressão sobre Ancelotti.
O time volta a campo logo após este jogo na última rodada do grupo, em data e adversário a confirmar conforme o regulamento. Acompanhe a cobertura completa da Copa do Mundo no DistritoNews.