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Câncer de cabeça e pescoço é o 3º mais comum no Brasil e 80% dos casos chegam em estágio avançado

INCA alerta para subdiagnóstico e pede atenção a sinais como rouquidão persistente e feridas na boca que não cicatrizam

O câncer de cabeça e pescoço é o terceiro tipo mais incidente no Brasil quando somados todos os seus subtipos, acometendo principalmente homens entre 50 e 70 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os principais subtipos são o câncer de laringe, faringe, cavidade oral, tireoide e glândulas salivares. Especialistas alertam que 80% dos casos chegam aos serviços de saúde já em estágio avançado, o que compromete significativamente as chances de cura.

Os principais fatores de risco são o tabagismo — que multiplica por até 15 vezes a probabilidade de desenvolver a doença —, o consumo excessivo de álcool e a infecção pelo vírus HPV, especialmente os subtipos 16 e 18. A vacina contra o HPV, disponível gratuitamente no calendário nacional do SUS para crianças e adolescentes, é considerada a principal ferramenta de prevenção para o câncer de orofaringe associado ao vírus.

Os sinais de alerta que justificam busca imediata por atendimento médico incluem rouquidão persistente por mais de três semanas, feridas na boca que não cicatrizam em 15 dias, dificuldade para engolir, nódulos no pescoço e sangramento inexplicável na boca ou garganta. O diagnóstico precoce, feito por otorrinolaringologista ou cirurgião de cabeça e pescoço, é determinante para o sucesso do tratamento. O SUS oferece cirurgia, radioterapia e quimioterapia para todos os estágios da doença.

Fonte: Agência Brasil/EBC

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