Vacina pneumocócica 20 chega ao SUS e amplia proteção infantil
Ministério da Saúde inicia aplicação do imunizante que cobre 20 tipos da bactéria pneumococo
O Ministério da Saúde iniciou a aplicação da vacina pneumocócica 20 na rede pública, ampliando a proteção das crianças contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. O novo imunizante cobre mais tipos do microrganismo do que as versões usadas anteriormente no calendário infantil.
O pneumococo é responsável por infecções que vão de quadros mais leves, como otite e sinusite, a doenças graves, entre elas pneumonia, meningite e infecção generalizada. Crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis a essas complicações.
O que é o pneumococo
O pneumococo é uma bactéria que pode habitar as vias respiratórias sem causar sintomas, mas que em determinadas situações provoca infecções. Ele se espalha por gotículas, ao tossir, espirrar ou falar, o que facilita a transmissão em ambientes com muitas crianças, como creches e escolas.
Existem dezenas de variantes da bactéria, chamadas de sorotipos. As vacinas são desenvolvidas para proteger contra os tipos mais comuns e mais perigosos, e quanto mais sorotipos a fórmula cobre, maior tende a ser o alcance da proteção.
O que muda com a nova vacina
A principal diferença está no número de sorotipos cobertos. A vacina pneumocócica 20 protege contra 20 variantes da bactéria, ampliando o alcance em relação às fórmulas anteriores e reforçando a defesa contra os tipos mais associados a quadros graves.
- Protege contra pneumonia causada por pneumococo;
- Reduz o risco de meningite bacteriana;
- Atua contra infecções invasivas graves;
- Cobre mais sorotipos do que as versões anteriores;
- Integra o calendário de imunização infantil no SUS.
A ampliação da cobertura tende a beneficiar diretamente a primeira infância, fase em que o sistema imunológico ainda está em formação. A vacinação também contribui para reduzir a circulação da bactéria na comunidade, protegendo de forma indireta pessoas que não puderam ser imunizadas.
Como acompanhar a aplicação
Os pais e responsáveis devem ficar atentos ao calendário de vacinação e às orientações das unidades de saúde sobre as doses e a faixa etária contemplada. A caderneta de vacinação é o documento que ajuda a controlar o esquema completo e deve ser apresentada a cada visita ao posto.
Manter o calendário em dia é a forma mais eficaz de garantir a proteção contra doenças preveníveis. Atrasos podem deixar a criança vulnerável justamente no período de maior risco. Quando há esquecimento de alguma dose, a recomendação é procurar a unidade de saúde para regularizar a situação, sem necessidade de reiniciar todo o esquema na maioria dos casos.
A vacinação no SUS é gratuita e ocorre nas unidades básicas de saúde espalhadas pelo país. Vale conferir os horários de atendimento e levar a caderneta para que o profissional registre cada aplicação corretamente.
Mais informações sobre campanhas e calendário de imunização podem ser encontradas em nossa editoria de saúde, com orientações para famílias.
Profissionais de saúde reforçam que reações como dor no local e febre baixa são esperadas e costumam ser passageiras. Diante de qualquer dúvida sobre as doses, o ideal é buscar a unidade de saúde mais próxima.