Fonoaudiólogo é preso acusado de abusar de criança autista atendida em clínica do DF
PCDF deflagrou operação após investigação que durou três meses e resultou na prisão preventiva do suspeito.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente um fonoaudiólogo de 38 anos acusado de abusar sexualmente de uma criança autista durante sessões de atendimento em uma clínica particular situada na região de Taguatinga. A prisão foi resultado de uma investigação que se iniciou três meses atrás, após a família da vítima registrar boletim de ocorrência ao notar mudanças comportamentais atípicas na criança.
Segundo a PCDF, as investigações foram conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e contaram com o apoio de peritos do Instituto de Criminalística. Os investigadores coletaram depoimentos de familiares, funcionários da clínica e especialistas em comportamento infantil que apontaram para a consistência do relato apresentado pela família da vítima.
O suspeito foi encontrado em sua residência no momento da prisão e não ofereceu resistência. Ele nega as acusações e afirmou, por meio de seu advogado, que colaborará com as investigações. A defesa solicitará a revogação da prisão preventiva ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
O Conselho Regional de Fonoaudiologia da 1ª Região, que abrange o Distrito Federal, informou que acompanhará o caso e que o registro profissional do suspeito foi suspenso preventivamente enquanto o processo criminal estiver em andamento. A medida impede que o profissional realize atendimentos durante a tramitação do processo.
O caso gerou comoção entre famílias de crianças com deficiência que frequentam clínicas de reabilitação no DF. Associações de autismo do Distrito Federal publicaram nota pedindo que as famílias reforcem a vigilância sobre os atendimentos e informando sobre os canais de denúncia disponíveis, incluindo o Disque 100 do governo federal.
A PCDF reforçou que crimes de abuso sexual contra crianças com deficiência são considerados de maior gravidade pela legislação brasileira, com penas mais elevadas em razão da vulnerabilidade especial das vítimas. O delegado responsável pelo caso afirmou que a investigação prossegue para verificar se há outras possíveis vítimas relacionadas ao suspeito.