Cultura & Lazer

Divas do Samba leva debate e transporte acessível à Escola de Música

Roda de conversa gratuita reúne quatro musicistas no dia 21, com translado saindo da Biblioteca Braille de Taguatinga

Neste texto4 tópicos
  1. Um debate sobre autoria feminina na música do DF
  2. A escola que recebe o encontro
  3. O que vem depois
  4. Serviço

O Festival Divas do Samba vai oferecer transporte gratuito de Taguatinga até a Asa Sul para levar pessoas com deficiência a uma roda de conversa sobre música, no dia 21 de setembro. O translado sai da Biblioteca Braille Dorina Nowill direto para o Teatro Carlos Galvão, na Escola de Música de Brasília.

O encontro acontece das 16h às 18h, é gratuito e aberto à comunidade. Quem precisa da vaga no transporte deve marcar a opção no formulário de inscrição divulgado no perfil @festivaldivasdosamba. A programação também terá intérpretes de Libras e equipe de atendimento no local.

Um debate sobre autoria feminina na música do DF

A roda de conversa leva o título "Fazer música é criar território" e reúne quatro musicistas que atuam no Distrito Federal. A mediação é da jornalista e pesquisadora Maíra de Deus Brito, doutora em Direitos Humanos, autora de estudos que conectam samba, axé e escrevivências femininas.

No painel estão Lene Black, percussionista, diretora musical e educadora afro-brasileira, com passagem por grupos como Samba da Passarinha e Samba Urgente; Mariana Sardinha, professora, cavaquinista e bandolinista com carreira internacional e colaborações com Fabiana Cozza e Hamilton de Holanda; Sam Defor, cantora, compositora e violonista, educadora da própria EMB e bacharel pela UnB; e Thanise Silva, flautista, arranjadora e mestre em Música pela UnB, professora da escola há 14 anos, que já tocou ao lado de Dona Ivone Lara, Monarco e Nelson Sargento.

"Quando as mulheres assumem a liderança e a criação, elas não apenas participam do samba, mas transformam a arte em um solo fértil de autoria e novos caminhos", diz Thanise Silva.

A escola que recebe o encontro

O Teatro Carlos Galvão é a sala de câmara da Escola de Música de Brasília e tem 150 lugares, o que explica o pedido de inscrição antecipada. A EMB fica na 602 Sul, ocupa 7,7 mil metros quadrados, tem 94 salas de aula e atende cerca de 2,2 mil alunos em cursos de música clássica, antiga e popular, além de prática de conjunto e coral.

A escola é da rede pública do DF e funciona como um dos principais centros de formação musical da cidade, o que dá ao debate um endereço com relação direta com o tema: duas das quatro convidadas são professoras da casa.

O que vem depois

Idealizado por Ellen Oliveira, o Divas do Samba organiza shows, feiras de empreendedorismo feminino e ações de formação, com foco na presença de mulheres nos palcos, nos bastidores e na cadeia produtiva da cultura.

"O Divas do Samba faz o trabalho de reforçar o protagonismo das mulheres na música, enaltecendo os grandes nomes femininos e dando oportunidades na cadeia produtiva cultural do DF", afirma Ellen Oliveira.

Segundo a organização, o festival tem ainda programação nos dias 26 e 27 de setembro na Caixa Cultural, das 14h às 20h, com entrada gratuita, shows e feira de empreendedoras. Outras atrações abertas do mês estão na agenda de eventos gratuitos do DF até o fim de setembro.

Serviço

  • Atividade: roda de conversa "Fazer música é criar território"
  • Data e horário: 21 de setembro, das 16h às 18h
  • Local: Teatro Carlos Galvão, Escola de Música de Brasília, SGAS 602, Projeção D, Asa Sul
  • Entrada: gratuita, com inscrição antecipada pelo formulário no perfil @festivaldivasdosamba
  • Acessibilidade: Libras e transporte gratuito da Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga, mediante pedido na inscrição

Informações repassadas à redação pela assessoria.

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