Cultura & Lazer

Frankenstein do Grupo Liquidificador estreia no CCBB Brasília em abril

Espetáculo contemporâneo reinventa o clássico de Mary Shelley com olhar político e urgente.

Um dos grupos teatrais mais ousados do Brasil, o Grupo Liquidificador chega ao Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília com sua mais nova produção: "Frankenstein", uma releitura do romance de Mary Shelley que mistura teatro físico, videomapping e música ao vivo para criar uma experiência cênica de alto impacto emocional e político.

A peça, com direção de Rafael Camargo e dramaturgia de Letícia Valadares, transpõe o dilema da criatura de Shelley para o Brasil contemporâneo, questionando quem são os monstros criados pela ciência, pelo Estado e pelo mercado. Com elenco de seis atores, a montagem já percorreu São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, acumulando prêmios e críticas elogiosas antes de chegar a Brasília.

O espetáculo tem duração de 90 minutos sem intervalo e é recomendado para maiores de 14 anos. A cenografia impressiona: um laboratório futurista ocupa o palco inteiro, com estruturas metálicas, projeções ao vivo e sons processados em tempo real por um DJ cênico posicionado à vista do público.

O CCBB Brasília recebe a montagem durante três semanas, com apresentações de quinta a domingo. Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 40, com meia-entrada para estudantes, professores e idosos. Há também sessões gratuitas para grupos de escolas públicas previamente inscritas.

Rafael Camargo, o diretor, falou sobre a escolha de Frankenstein: "Mary Shelley escreveu sobre responsabilidade: quem cria tem que responder pelo que cria. Isso é absolutamente atual. Vivemos em um mundo de criações sem responsáveis — tecnológicas, políticas, econômicas. O monstro continua vivo e entre nós."

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