Desemprego cai a 5,4% no 2º trimestre, menor taxa da série do IBGE
País tem 103,1 milhões de ocupados e recorde de 39,4 milhões com carteira assinada; rendimento médio é de R$ 3.738
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, a menor já registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa recuo em relação ao primeiro trimestre do ano, quando a taxa estava em 6,1%, e também frente ao mesmo período de 2025, quando marcou 5,8%. A população desocupada caiu para 5,9 milhões de pessoas, 718 mil a menos do que no trimestre anterior.
Mais gente ocupada e recorde de carteira assinada
O país chegou a 103,1 milhões de pessoas ocupadas no período, cerca de 1,081 milhão a mais do que no primeiro trimestre. O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu 39,4 milhões, o maior número da série. Sem carteira, são 13,6 milhões.
A taxa de informalidade ficou em 37,4% da população ocupada. O indicador reúne quem trabalha sem carteira, por conta própria sem CNPJ e sem contribuição previdenciária.
O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 3.738, o maior valor já registrado para um segundo trimestre, com alta de 2,8% em 12 meses. Na comparação com o primeiro trimestre, quando estava em R$ 3.765, houve leve recuo.
"Quando tem mais gente ocupada, o consumo aumenta, aumentam encomendas, produção", afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa no IBGE.
O que o dado significa para quem procura vaga em Brasília
O mercado aquecido dá mais margem de negociação salarial ao candidato, mas também aperta quem está fora do mercado há mais tempo: com menos pessoas disponíveis, empresas passam a disputar profissionais já empregados e ampliam exigências de qualificação para as vagas de entrada.
No Distrito Federal, a via de acesso mais direta continua sendo as Agências do Trabalhador, que divulgam a lista de vagas toda segunda-feira e fazem o encaminhamento gratuito ao empregador. O atendimento exige documento de identidade, CPF e número do PIS.
- Taxa de desocupação: 5,4% no 2º trimestre de 2026
- Desocupados: 5,9 milhões de pessoas
- Ocupados: 103,1 milhões
- Com carteira assinada: 39,4 milhões
- Informalidade: 37,4%
- Rendimento médio: R$ 3.738
Renda que sobe menos que a ocupação
A combinação de mais gente empregada e rendimento médio quase estável tem um efeito conhecido: a massa de renda cresce mais pela quantidade de trabalhadores do que pelo valor do salário. O rendimento avançou 2,8% em 12 meses, ritmo abaixo do crescimento da ocupação no mesmo intervalo.
O recuo do rendimento médio na comparação com o primeiro trimestre, de R$ 3.765 para R$ 3.738, tem relação com o perfil das vagas abertas. Postos de entrada e de menor remuneração puxam a média para baixo quando o volume de contratações aumenta rápido.
A informalidade em 37,4% mostra que mais de um terço dos ocupados segue sem carteira, sem CNPJ ou sem contribuição previdenciária, o que significa ausência de FGTS, de seguro-desemprego e de contagem de tempo para a aposentadoria.
A Pnad Contínua trimestral é a principal referência do mercado de trabalho brasileiro e cobre todas as unidades da federação. Os recortes por estado, que permitem comparar o Distrito Federal com a média nacional, são divulgados em publicação específica do IBGE.
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