Emprego formal soma 10,1 milhões de vagas e DF cresce 51,9%
RAIS Mensal de junho mostra o Distrito Federal com o 4º maior ganho absoluto do país e o 2º maior crescimento relativo desde 2023
O mercado de trabalho formal brasileiro somou 10.100.342 novos vínculos entre janeiro de 2023 e junho de 2026, alta de 19,1% no período. Os dados são da RAIS Mensal de junho, divulgada pelo governo federal na quinta-feira (13), e mostram o Distrito Federal com o quarto maior crescimento absoluto do país e o segundo maior em ritmo relativo.
O estoque de empregos formais chegou a 62.891.209 vínculos em junho. Só em 2026, foram criadas 2,46 milhões de vagas, crescimento de 4,1% em relação ao fechamento do ano anterior.
Como o Distrito Federal aparece no recorte
Em número absoluto, o DF acumulou 649 mil novos vínculos desde janeiro de 2023, atrás apenas de São Paulo (1,64 milhão), Minas Gerais (1,29 milhão) e Rio de Janeiro (683 mil). É um desempenho fora da curva para uma unidade da federação com pouco mais de 2,8 milhões de habitantes, e reflete o peso do setor público e dos serviços na economia local.
No corte relativo, o efeito fica mais claro. O crescimento de 51,9% no DF só perde para Roraima, com 70,8%. Depois vêm Amapá (48,8%), Tocantins (45,9%) e Piauí (39,5%). Entre as regiões, o Centro-Oeste avançou 28,6%, atrás do Norte (34,7%) e à frente do Nordeste (27,6%), do Sudeste (14,6%) e do Sul (12,3%).
- Brasil: 10,1 milhões de novos vínculos, alta de 19,1% desde janeiro de 2023
- Distrito Federal: 649 mil vínculos, crescimento de 51,9%
- Estoque nacional em junho: 62.891.209 vínculos formais
- Acumulado de 2026: 2,46 milhões de vagas, alta de 4,1%
Quais setores puxaram o resultado
Serviços concentram a maior parte da criação de vagas, com 8,45 milhões de novos vínculos e alta de 28,3%. O estoque do setor chegou a 38,26 milhões de postos. A indústria abriu 832 mil vagas (10%), a construção somou 357 mil (13,3%), o comércio ganhou 340 mil (3,3%) e a agropecuária, 88 mil (5%).
A divisão por tipo de vínculo ajuda a entender o número global. Os empregados sob contrato celetista e temporários responderam por 4,75 milhões de vínculos, alta de 10,9%. Os agentes públicos somaram 5,1 milhões, o que explica boa parte do desempenho de unidades da federação com forte presença de administração pública, caso do Distrito Federal.
No recorte por gênero, as mulheres somaram 5,36 milhões de vínculos no período, crescimento de 25%, contra 4,26 milhões dos homens, alta de 14,5%. A participação feminina no mercado formal subiu de 44,5% para 46,4%.
O que o dado não mostra
A RAIS Mensal mede vínculo formal, não renda nem qualidade do posto de trabalho. Um estoque maior de vínculos convive com salário de entrada baixo, rotatividade alta em serviços e comércio, e informalidade que segue fora dessa estatística. O indicador também é acumulado desde 2023, o que suaviza oscilações de meses recentes.
Para acompanhar o mês a mês, a referência é o Novo Caged, que mede admissões e desligamentos. No primeiro semestre de 2026, o levantamento apontou 921.645 novas vagas com carteira assinada no país.
Leia também: o saldo do Caged de maio de 2026.
Os dados completos, com detalhamento por município, faixa etária e escolaridade, estão no painel da RAIS Mensal mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.