Setor de serviços fica estável em junho e acumula alta de 2% no semestre
Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (12), mostra variação zero em relação a maio e avanço de 2% sobre junho de 2025
O volume de serviços prestados no Brasil ficou estável em junho na comparação com maio, com variação de 0,0%, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Contra junho de 2025, o setor cresceu 2,0%, mesmo porcentual do acumulado do primeiro semestre. Em 12 meses, a alta chegou a 2,6%.
O resultado mantém o setor em um patamar sem oscilação forte há vários meses. "Não há indícios de escalada, tampouco trajetória descendente", afirmou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa no IBGE. Na comparação entre trimestres, o segundo trimestre de 2026 ficou 0,4% acima do primeiro.
Serviços respondem pela maior fatia do Produto Interno Bruto brasileiro e concentram a maior parte dos empregos formais, o que faz da PMS um dos termômetros mais próximos do movimento da economia no dia a dia. A pesquisa cobre 17 unidades da federação.
Os números de junho, em resumo:
- Junho sobre maio: variação de 0,0%
- Junho de 2026 sobre junho de 2025: alta de 2,0%
- Acumulado do primeiro semestre: alta de 2,0%
- Acumulado de 12 meses: alta de 2,6%
- Segundo trimestre sobre o primeiro: alta de 0,4%
Cada uma dessas comparações responde a uma pergunta diferente. A variação mensal mostra o movimento de curto prazo e é a que mais oscila. A comparação com o mesmo mês do ano anterior elimina o efeito de calendário e sazonalidade. O acumulado de 12 meses é o que melhor descreve a tendência do setor, e é nele que a alta aparece mais firme.
O que cresceu e o que recuou
No acumulado do primeiro semestre de 2026 sobre igual período de 2025, o desempenho por atividade ficou assim:
- Serviços de informação e comunicação: alta de 6,8%
- Serviços profissionais, administrativos e complementares: alta de 2,4%
- Serviços prestados às famílias: alta de 2,0%
- Outros serviços: variação de 0,0%
- Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: queda de 1,2%
Informação e comunicação puxa o índice geral e reúne telecomunicações, tecnologia da informação e serviços audiovisuais. Do outro lado, transportes é a única das cinco atividades no vermelho no semestre.
Turismo perde força no mês
O índice de atividades turísticas, que o IBGE calcula em separado dentro da PMS, caiu 3,4% em junho na comparação com maio. No acumulado do ano, o recuo é de 0,9%. Em 12 meses, o segmento ainda registra alta de 1,0%.
O recuo do turismo em junho tem peso direto no Distrito Federal, onde hotelaria, bares, restaurantes e transporte aéreo dependem do fluxo de visitantes que vêm a Brasília a trabalho, sobretudo em semanas de atividade no Congresso e nos tribunais. Junho concentra recesso escolar e feriados que deslocam parte dessa demanda.
O IBGE não divulgou nesta edição o recorte de receita nominal nem detalhamento por unidade da federação no material de divulgação da pesquisa, o que impede comparação direta do Distrito Federal com a média nacional neste mês.
A PMS é uma das três pesquisas conjunturais que o instituto usa para acompanhar a atividade econômica, ao lado da Pesquisa Industrial Mensal e da Pesquisa Mensal de Comércio. Os três indicadores alimentam as projeções de PIB do trimestre.
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