Aplicativo do Tesouro Direto sai do ar em 17 de agosto
Investimentos e saldos ficam preservados; o acesso passa a ser feito pelo Portal do Investidor, pelo site do programa e pelos apps de bancos e corretoras
O Tesouro Nacional vai desativar o aplicativo do Tesouro Direto em 17 de agosto. A partir dessa data, quem investe no programa passa a acessar a conta pelo Portal do Investidor, pelo site do Tesouro Direto ou pelo aplicativo do banco e da corretora usados nas operações. O órgão informou que os investimentos ficam preservados.
Segundo o Ministério da Fazenda, a desativação abre caminho para a construção de uma nova experiência para os investidores, cujos detalhes serão anunciados adiante. Não há data divulgada para o lançamento da nova ferramenta.
O que muda para quem investe
O Tesouro afirma que a mudança é de canal de acesso, não de produto. Em nota, o órgão declarou:
Com a desativação do aplicativo, os investimentos dos participantes permanecem inalterados. Títulos, valores investidos, rentabilidade e demais informações serão preservados.
O Tesouro reafirmou que a desativação não representa qualquer impacto sobre os investimentos dos usuários. Consulta de saldo, compra, venda antecipada e agendamento continuam disponíveis nos demais canais.
Por onde acessar a partir de 18 de agosto
- Portal do Investidor: área logada com o extrato completo da carteira, resgates e agendamentos;
- Site do Tesouro Direto: consulta de preços, taxas e simulações dos títulos disponíveis;
- Aplicativo do banco ou da corretora: canal usado por quem já opera pela instituição financeira, que segue funcionando normalmente.
Quem usa apenas o aplicativo do Tesouro Direto e nunca acessou o Portal do Investidor precisa fazer o primeiro login antes da data para não ficar sem acesso a extratos e agendamentos.
O que conferir antes de 17 de agosto
Vale checar três pontos antes do desligamento: se o cadastro no Portal do Investidor está ativo, se há agendamento de compra ou de resgate programado para depois da data e se o e-mail cadastrado está atualizado, já que os avisos de vencimento e de pagamento de juros são enviados por essa via.
O Tesouro Direto é o programa de venda de títulos públicos federais a pessoas físicas, criado em 2002 em parceria com a B3. O investidor compra papéis atrelados à Selic, à inflação ou a juros prefixados, com aplicação mínima na casa de algumas dezenas de reais.
Até a publicação, o Tesouro Nacional não havia divulgado o número de investidores que usavam exclusivamente o aplicativo nem a data de estreia do canal que vai substituí-lo.