Educacao

Concurso SEEDF 2026: salários chegam a R$ 8,5 mil com gratificações

Edital detalha estrutura remuneratória com vencimentos e benefícios atrativos para professores da rede pública do DF.

O edital do concurso público da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) 2026 trouxe detalhes sobre a estrutura remuneratória que atraíram a atenção de professores de todo o Brasil. O vencimento inicial do cargo de Professor de Educação Básica é de R$ 5.270, com jornada de 40 horas semanais. Somadas as gratificações de regência de classe, auxílios e benefícios, a remuneração total pode ultrapassar R$ 8.500 no início da carreira.

A gratificação de regência de classe, paga para professores que atuam em sala de aula, representa um acréscimo de até 20% sobre o vencimento básico. Além dela, o edital prevê auxílio-alimentação de R$ 800 mensais, auxílio-transporte calculado sobre a distância entre residência e escola, e plano de saúde subsidiado pelo GDF.

A progressão na carreira também é um diferencial. O plano de carreira do magistério distrital prevê evoluções automáticas por tempo de serviço e por titulação, podendo levar o professor ao topo da carreira com vencimento superior a R$ 15 mil após 25 anos de exercício. A especialização, o mestrado e o doutorado geram acréscimos progressivos ao vencimento básico.

A atratividade da remuneração já se reflete no número de candidatos inscritos. Segundo a banca organizadora, as inscrições para o concurso SEEDF 2026 superaram 180 mil na primeira semana, com candidatos de todos os estados do país. A maior concentração de inscritos vem dos próprios professores temporários da rede.

A governadora Celina Leão destacou que a remuneração competitiva faz parte de uma política deliberada de valorização do magistério público. "Queremos atrair os melhores professores para as nossas escolas. Isso passa por pagar bem, oferecer boas condições de trabalho e reconhecer a importância do educador para a sociedade", afirmou.

O SINPRO-DF avalia a remuneração positivamente, mas insiste na necessidade de reajustes que compensem a defasagem acumulada nos últimos anos. O sindicato calcula que os professores do DF perderam cerca de 18% do poder de compra nos últimos cinco anos. A negociação de reajustes está na pauta das tratativas entre o sindicato e o GDF para o segundo semestre de 2026.

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