Esportes

Brasil fecha Mundial de rúgbi em cadeira de rodas na 11ª posição

Seleção venceu a Nova Zelândia por 53 a 37 no último jogo, em São Paulo; final é neste domingo

A seleção brasileira de rúgbi em cadeira de rodas encerrou o Mundial da modalidade na 11ª posição, após vencer a Nova Zelândia por 53 a 37 em 22 de agosto, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A competição é disputada em casa e termina neste domingo, 23.

O time brasileiro somou três vitórias na campanha. Além do triunfo do último jogo, bateu o Canadá por 49 a 48 e a própria Nova Zelândia por 58 a 44 em confronto anterior. Os resultados não foram suficientes para colocar a equipe na fase de mata-mata.

A campanha do Brasil

O torneio reuniu as principais seleções da modalidade e teve o Brasil como país-sede. A equipe nacional chegou ao Mundial em processo de renovação e encerrou a participação com um resultado positivo diante de um adversário que já havia superado na competição.

Júlio Braz, principal atleta da seleção, avaliou o desempenho do grupo ao fim da participação. "Os jogadores foram evoluindo e isso que importa. A gente tem um grupo forte", afirmou.

A final é neste domingo

A decisão do Mundial acontece neste domingo, 23, às 16h30, entre Austrália e Estados Unidos. As duas seleções estão entre as mais tradicionais do rúgbi em cadeira de rodas, esporte que integra o programa paralímpico desde os Jogos de Sydney, em 2000.

O rúgbi em cadeira de rodas é disputado em quadra, por equipes de quatro atletas, e admite homens e mulheres no mesmo time. A pontuação é feita quando o jogador cruza a linha de gol adversária com a bola em posse, o que explica placares altos como os registrados na competição.

Cada atleta recebe uma classificação funcional que varia de 0,5 a 3,5 ponto, conforme o grau de comprometimento motor, e a soma dos quatro jogadores em quadra não pode ultrapassar oito pontos. O sistema obriga o técnico a equilibrar a escalação entre atletas com maior e menor mobilidade, e é uma das características que definem a estratégia de jogo.

O contato entre as cadeiras é permitido, o que dá à modalidade o apelido pelo qual ficou conhecida fora das quadras. As cadeiras são construídas especificamente para o esporte, com proteção metálica na frente para os choques e rodas inclinadas para dar estabilidade nas mudanças de direção.

Para o Brasil, competições em casa funcionam como vitrine de captação. A modalidade tem base de praticantes menor que a do basquete em cadeira de rodas e depende de centros de treinamento e de torneios regionais para renovar o grupo que disputa ciclo paralímpico.

  • Posição final do Brasil: 11º lugar
  • Último jogo: Brasil 53 x 37 Nova Zelândia, em 22 de agosto
  • Vitórias na competição: Canadá (49 a 48) e Nova Zelândia (58 a 44 e 53 a 37)
  • Final: Austrália x Estados Unidos, neste domingo, às 16h30

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, é a principal base do esporte paralímpico brasileiro e recebe competições internacionais desde a sua inauguração. O calendário da modalidade no país inclui ainda torneios regionais, como o torneio disputado no Maranhão, voltado à formação de novas equipes.

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