Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô de Lima com 11 medalhas
Seleção fez cinco ouros, duas pratas e quatro bronzes na etapa peruana encerrada no domingo
O Brasil terminou em primeiro lugar no quadro geral do Grand Prix de judô de Lima, no Peru, encerrado no domingo (16), com 11 medalhas conquistadas. Foram cinco ouros, duas pratas e quatro bronzes, a melhor campanha da seleção brasileira no ano.
A Itália ficou em segundo lugar, com dois ouros, duas pratas e quatro bronzes. A Moldávia completou o pódio por países, com dois ouros, duas pratas e um bronze. Os dados foram divulgados pela Agência Brasil.
Os ouros brasileiros vieram com Michel Augusto, na categoria até 60 kg; Rafaela Rodrigues, na 52 kg; David Lima, na 81 kg; Rafael Macedo, na até 90 kg; e Beatriz Souza, na 78 kg. Campeã olímpica em Paris, Beatriz voltou a subir ao lugar mais alto do pódio em Lima.
"Isso é um resultado do que a gente vem construindo no dia a dia", disse Beatriz Souza.
Quem mais subiu ao pódio
A prata de Nauana Silva veio na categoria até 70 kg. Nos bronzes, o Brasil teve Jéssica Lima (57 kg), Guilherme de Oliveira (73 kg), Guilherme Schimidt (até 90 kg), Leonardo Gonçalves (100 kg) e Thauana Silva (78 kg).
- Ouro: Michel Augusto (60 kg), Rafaela Rodrigues (52 kg), David Lima (81 kg), Rafael Macedo (90 kg) e Beatriz Souza (78 kg)
- Prata: Nauana Silva (70 kg)
- Bronze: Jéssica Lima (57 kg), Guilherme de Oliveira (73 kg), Guilherme Schimidt (90 kg), Leonardo Gonçalves (100 kg) e Thauana Silva (78 kg)
Na decisão da categoria até 90 kg, Rafael Macedo venceu o moldavo Mihail Latisev com dois waza-aris, pontuação aplicada quando o golpe não reúne todos os critérios do ippon, a pontuação máxima do judô. Dois waza-aris encerram o combate.
O que o resultado significa no calendário
Os Grand Prix integram o circuito mundial da Federação Internacional de Judô e distribuem pontos no ranking, que define cabeças de chave em competições seguintes e é usado como critério de classificação para os grandes torneios do ciclo olímpico.
Cada etapa do circuito distribui pontos conforme a colocação, e o acúmulo ao longo da temporada define a posição do atleta na lista mundial. Judoca bem posicionado evita enfrentar favoritos nas primeiras lutas de um torneio, vantagem que costuma pesar em chave curta.
A campanha em Lima envolveu atletas de nove categorias de peso diferentes, entre homens e mulheres, o que indica profundidade de elenco e não apenas resultado concentrado em uma faixa.
O quadro geral de um torneio de judô é definido primeiro pelo número de ouros, e só depois pelas pratas e pelos bronzes. Foi essa regra que colocou o Brasil à frente da Itália, que igualou o país no total de pratas e bronzes mas conquistou três ouros a menos.
Cinco títulos em uma única etapa é resultado incomum para uma delegação em Grand Prix, competição que costuma reunir judocas de dezenas de países em busca de pontos de ranking fora do calendário de Mundiais e Jogos Olímpicos.
O judô é uma das modalidades mais tradicionais do Brasil em Jogos Olímpicos. Em Brasília, a modalidade tem presença em projetos sociais e em clubes que formam atletas para as seletivas nacionais.