Governo Celina Leão completa primeiro ano com obras e desafios na gestão do DF
Balanço aponta avanços em infraestrutura e saúde, mas oposição cobra ritmo nas entregas sociais.
O Governo do Distrito Federal completou o primeiro ano de gestão sob o comando da governadora Celina Leão com um balanço que mistura realizações concretas e desafios ainda não superados. A data foi marcada por uma série de eventos institucionais e pela divulgação de um relatório oficial com as principais entregas do período, elaborado pela Casa Civil do GDF.
No campo da infraestrutura, o governo destaca a retomada de obras paralisadas em diferentes regiões administrativas, incluindo pavimentação de vias em Samambaia, ampliação de pontes no Lago Sul e requalificação de praças públicas em Taguatinga. O total de obras concluídas ou reiniciadas no período ultrapassou a casa das centenas, segundo dados da Novacap.
Na saúde, a principal entrega foi a inauguração de duas novas Unidades de Pronto Atendimento, uma no Recanto das Emas e outra em São Sebastião — regiões que careciam de estrutura de urgência e emergência há anos. A ampliação das equipes de saúde da família nas cidades-satélites também foi apontada como conquista relevante.
A oposição, porém, questiona o ritmo das entregas nas áreas de habitação popular e educação. Deputados distritais do campo progressista afirmam que as promessas de construção de novas escolas de ensino fundamental nas periferias do DF ainda estão no papel, e que o déficit habitacional permanece sem solução estrutural à vista.
A governadora, em pronunciamento transmitido nas redes sociais do GDF, rebateu as críticas e afirmou que o governo herdou uma máquina administrativa com sérias dificuldades fiscais e que o ritmo de entregas tende a aumentar nos próximos doze meses. "Estamos plantando hoje para colher resultados concretos amanhã", disse Celina.
Pesquisas de avaliação de governo divulgadas próximo à data do aniversário indicam aprovação majoritária da gestão entre os moradores das regiões administrativas periféricas, onde as obras de infraestrutura foram mais sentidas. No Plano Piloto, a avaliação é mais dividida, reflexo de demandas distintas do eleitorado da região central do DF.