Vox: Lula tem 47,5% e Flávio Bolsonaro, 41,1% no segundo turno
Distância subiu de 2,5 para 6,4 pontos em um mês; instituto ouviu 2.100 pessoas entre 26 e 28 de julho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47,5% das intenções de voto contra 41,1% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em cenário de segundo turno, segundo pesquisa do instituto Vox Brasil divulgada na sexta-feira, 31 de julho. O levantamento ouviu 2.100 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre 26 e 28 de julho.
A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01084/2026, foi contratada pelo próprio instituto e custou R$ 50 mil, segundo o registro.
O que mudou em um mês
A diferença entre os dois nomes cresceu. No levantamento anterior do mesmo instituto, no fim de junho, Lula tinha 45,3% e Flávio Bolsonaro, 42,8%, distância de 2,5 pontos, dentro da margem de erro e portanto configurando empate técnico. De junho para o fim de julho, Lula subiu 2,2 pontos e a vantagem passou a 6,4 pontos, acima da margem.
No cenário de primeiro turno medido pelo Vox, Lula aparece com 40,5%. O instituto também testou cenários de segundo turno contra outros pré-candidatos, entre eles o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), mas os percentuais desses confrontos não foram detalhados na divulgação.
A leitura do número isolado esconde a variável que mais pesa nesta fase: parte do eleitorado ainda não sabe quem serão os candidatos. As convenções partidárias, que oficializam as chapas, só ocorrem dentro do prazo fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral, e até lá pesquisas trabalham com nomes de pré-candidatos, alguns dos quais podem não chegar à urna.
Como ler uma pesquisa eleitoral
- Margem de erro de 2,15 pontos: cada percentual pode variar para mais ou para menos nesse intervalo
- Diferença dentro da margem indica empate técnico, não vantagem
- O registro no TSE é obrigatório e traz metodologia, contratante e custo
- Pesquisa mede intenção declarada no momento da coleta, não previsão de resultado
- Comparação só faz sentido entre levantamentos do mesmo instituto e mesma metodologia
Por que isso interessa a Brasília
A disputa nacional organiza o tabuleiro do Distrito Federal. Em 2026 os brasilienses elegem governador, senadores, deputados federais e distritais, e a definição das chapas majoritárias locais costuma acompanhar o alinhamento presidencial, que pesa na formação de coligação e na divisão do tempo de propaganda.
O calendário eleitoral também aperta. As convenções partidárias ocorrem no período definido pelo TSE, e o registro de candidaturas tem prazo próprio. Até lá, pesquisas divulgadas funcionam como instrumento de negociação entre partidos, e não como retrato definitivo da eleição.
O que diz a regra sobre divulgação
Toda pesquisa eleitoral divulgada precisa estar registrada previamente na Justiça Eleitoral. O registro é público e traz metodologia, plano amostral, período de coleta, quem contratou, quanto custou e quem executou. É por isso que o número BR-01084/2026 aparece junto com o resultado: sem ele, a divulgação é irregular.
Divulgar pesquisa sem registro ou com dados fraudulentos sujeita o responsável a multa e a responsabilização criminal, conforme a legislação eleitoral. A regra vale para institutos, veículos de comunicação e também para quem replica o resultado em redes sociais.
No Distrito Federal, levantamentos sobre a disputa ao Palácio do Buriti seguem a mesma exigência. A leitura correta de qualquer um deles passa por três perguntas: quem contratou, quantas pessoas foram ouvidas e qual é a margem de erro.
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