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Trump acusa China de interferir nas eleições dos EUA; Pequim nega

Presidente diz que dados de milhões de eleitores foram obtidos pela China; porta-voz chinês fala em pura invenção

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou na quinta-feira (16) o governo da China de interferir nas eleições norte-americanas, em discurso de 25 minutos feito em horário nobre na Sala Leste da Casa Branca. As informações são da Agência Brasil.

Trump alegou que os chineses obtiveram de forma indevida dados sobre milhões de eleitores dos Estados Unidos.

"Essa perda de dados representa um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral", declarou o presidente, segundo a Agência Brasil.

O republicano afirmou ainda que Pequim atuou para derrotá-lo nas urnas: "O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a próxima eleição, e a razão pela qual queriam que eu perdesse é porque sabiam que eu os conhecia bem".

Pequim fala em "pura invenção"

A resposta do governo chinês veio pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, que classificou as acusações como "pura invenção" e "campanha difamatória maliciosa".

Na embaixada da China em Washington, o porta-voz Liu Chang seguiu a mesma linha: "A China nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA".

Acusação vem a meses das eleições legislativas

O discurso ocorre no ano em que os norte-americanos renovam parte do Congresso, em eleições marcadas para novembro. Foi nesse contexto que Trump ligou a suposta ação chinesa à disputa eleitoral.

O calendário diplomático entre os dois países segue no radar: uma cúpula entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping, está prevista para 24 de setembro, em Washington, e o presidente dos EUA avalia participar da cúpula da Apec em Shenzhen, na China, em novembro.

Por que isso importa para o brasiliense

A relação entre Washington e Pequim mexe com a economia brasileira, que tem a China como maior parceiro comercial e os Estados Unidos entre os principais destinos das exportações. Atritos entre as duas potências costumam respingar em câmbio, juros e preços por aqui, e as decisões sobre o tema passam por Brasília, onde Itamaraty e Congresso acompanham a disputa.

Leia também: Lula adverte Trump no G7 e pede que ele fique fora das eleições e o alerta que a desaceleração chinesa acende para o Brasil.

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