Seguranca

Advogado e preso apos morte de sargento da PMDF no Lago Corumba

Crime ocorreu na noite de sabado em Santo Antonio do Descoberto; Policia Civil de Goias apura a motivacao

Um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal foi morto a tiros na noite de sábado (15) no Lago Corumbá, em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno goiano. Um advogado apontado como autor dos disparos foi preso por policiais militares de Goiás ainda na região.

A vítima foi identificada como Cícero Romerio Ribeiro, lotado no 26º Batalhão da Polícia Militar, em Santa Maria. O suspeito preso foi identificado como Claudiomar Osternes.

A dinâmica e a motivação do crime são apuradas pela Polícia Civil de Goiás. Informações preliminares apontam para uma discussão anterior aos disparos, mas essa versão ainda não foi confirmada por laudo ou por depoimentos formalizados.

O que já está apurado e o que falta

Até a publicação, as informações divulgadas pelas corporações não detalham o número de disparos, o tipo de arma usada nem se havia outras pessoas presentes no momento do confronto. Também não há divulgação de resultado de perícia no local.

O suspeito responde pelo crime na condição de investigado. Pela Constituição, ninguém é considerado culpado antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória. A reportagem não localizou manifestação da defesa até a publicação, e as informações divulgadas até agora não trazem posicionamento do investigado.

A Ordem dos Advogados do Brasil não havia se pronunciado sobre o caso até o fechamento deste texto.

Competência da investigação

O Lago Corumbá fica em território goiano, na divisa com o Distrito Federal, e é área de lazer procurada por moradores do DF nos fins de semana. Por isso a apuração corre em Goiás, mesmo com a vítima sendo integrante de uma corporação do Distrito Federal.

Homicídio contra policial militar fora de serviço é investigado como crime comum pela polícia judiciária do estado onde o fato ocorreu. A PMDF pode instaurar procedimento administrativo próprio, mas a apuração criminal permanece com a Polícia Civil goiana e, depois, com o Ministério Público de Goiás.

Concluído o inquérito, o Ministério Público decide se oferece denúncia. Em caso de homicídio doloso, o processo segue o rito do tribunal do júri: o juiz analisa se há indícios de autoria e materialidade e, se pronunciar o acusado, o julgamento cabe ao conselho de sentença formado por sete jurados. Até lá, o preso pode responder em liberdade ou permanecer detido, conforme decisão sobre a prisão preventiva.

O 26º Batalhão da PMDF, ao qual a vítima era vinculada, atende Santa Maria, região administrativa do sul do Distrito Federal, na divisa com o Entorno goiano.

  • Onde: Lago Corumbá, em Santo Antônio do Descoberto (GO)
  • Quando: noite de sábado, 15 de agosto de 2026
  • Vítima: sargento da PMDF lotado no 26º Batalhão, em Santa Maria
  • Suspeito: advogado preso por policiais militares de Goiás
  • Investigação: Polícia Civil de Goiás

Onde acionar as forças de segurança

O reservatório do Corumbá abastece cidades do Entorno e parte do Distrito Federal pelo Sistema Corumbá, além de receber visitantes do DF nos fins de semana. Em 3 de agosto, um homem de 27 anos morreu afogado no Lago Corumbá IV, em Alexânia, também no Entorno goiano.

Para acionar as forças de segurança na área, o número da Polícia Militar de Goiás é o 190. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo 181. No Distrito Federal, o 197 atende a Polícia Civil e o 190 a PMDF.

Leia também: Sistema Corumbá garante água tratada para 1,3 milhão de moradores do Entorno do DF.

18 visualizações