PCDF desarticula grupo suspeito de extorsão virtual e lavagem de dinheiro
Operação Medusa cumpriu 16 mandados de busca e 7 ordens de prisão no DF e em Montes Claros; empresa ligada ao suposto líder movimentou mais de R$ 2 milhões
A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou um grupo suspeito de extorquir vítimas com anúncios falsos de garotas de programa publicados em plataformas digitais. A Operação Medusa, deflagrada em 10 de junho pela 5ª Delegacia de Polícia, cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e 7 ordens judiciais de prisão no DF e em Montes Claros, no norte de Minas Gerais.
Sete pessoas foram presas. Os policiais também apreenderam 15 celulares e registraram uma prisão em flagrante por tráfico de drogas durante as diligências. A participação da Polícia Civil de Minas Gerais ajudou a localizar investigados e a cumprir as ordens judiciais no território mineiro.
Como o golpe funcionava
Segundo as investigações, o grupo publicava anúncios falsos de garotas de programa para atrair as vítimas. A partir do primeiro contato, os suspeitos coletavam dados pessoais e informações disponíveis nas redes sociais dos alvos.
Com esse material em mãos, o grupo partia para as ameaças. As vítimas eram pressionadas a fazer transferências via Pix, e a cobrança se repetia enquanto houvesse pagamento. O silêncio de quem tem vergonha de procurar a polícia é o que sustenta esse tipo de crime.
Estrutura montada para lavar dinheiro
A apuração da PCDF identificou divisão de funções dentro do grupo. Parte dos integrantes criava contas de e-mail e chaves Pix. Outros administravam contas bancárias abertas em nome de terceiros para movimentar os valores. Havia ainda os responsáveis por concentrar os recursos e ocultar a origem do dinheiro.
Uma empresa ligada ao suspeito de liderar o esquema movimentou mais de R$ 2 milhões em cerca de um ano, montante que a polícia associa à lavagem de capitais.
O que se sabe sobre a operação
- Nome: Operação Medusa, da 5ª Delegacia de Polícia da PCDF;
- Data: 10 de junho de 2026;
- Mandados: 16 de busca e apreensão e 7 ordens judiciais de prisão;
- Locais: Distrito Federal e Montes Claros (MG);
- Resultado: 7 presos, 15 celulares apreendidos e 1 flagrante por tráfico de drogas;
- Crimes investigados: extorsão e lavagem de dinheiro.
Como se proteger da extorsão virtual
Algumas medidas reduzem o risco de cair no golpe e ajudam a investigação quando a extorsão já começou:
- Desconfie de anúncios e perfis que pedem dados pessoais logo nas primeiras mensagens;
- Não envie documentos, endereço, local de trabalho ou imagens íntimas a desconhecidos;
- Guarde conversas, comprovantes de transferência e números usados pelos criminosos;
- Interrompa os pagamentos e registre ocorrência na Delegacia Eletrônica da PCDF;
- Se as ameaças envolverem violência, procure uma delegacia presencialmente.
Quem já fez transferências deve comunicar o banco imediatamente e pedir o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução do Pix, do Banco Central, que aumenta a chance de bloqueio dos valores na conta de destino.
Os presos na Operação Medusa respondem na condição de suspeitos, com direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva. O DistritoNews já mostrou como se proteger de fraudes com Pix em um guia sobre golpes financeiros.