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Fuga de abordagem da PRF causou acidente com sete mortos na BR-251

Carro com tabletes de maconha desobedeceu ordem de parada no km 314, fugiu em alta velocidade e bateu de frente com outro veículo dez quilômetros adiante, em Salinas (MG)

Neste texto4 tópicos
  1. As vítimas
  2. A carga encontrada no carro
  3. O trecho e o risco da ultrapassagem
  4. O que acontece agora

Sete pessoas morreram em uma colisão frontal no km 304 da BR-251, em Salinas, no Norte de Minas Gerais, na tarde de sábado, 8. A batida ocorreu depois que o motorista de um dos carros desobedeceu a uma ordem de parada da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e fugiu em alta velocidade pela rodovia.

Segundo a PRF, a abordagem foi tentada no km 314. O condutor de um Fiat Cronos, com placa de Aracati (CE), não parou e seguiu pela pista. Dez quilômetros adiante, ao tentar ultrapassar quatro veículos em uma curva, invadiu a contramão e atingiu de frente um GM Astra com placa de São Paulo. O acidente foi registrado por volta das 17h35.

As vítimas

Cinco pessoas morreram ainda no local. Quatro delas eram ocupantes do Astra e uma era passageira do Cronos. Outros dois homens que estavam no Cronos chegaram a ser socorridos e levados a um hospital da região, mas não resistiram aos ferimentos.

Uma oitava vítima, uma mulher de 19 anos, ficou internada em estado grave, com traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Taiobeiras para identificação.

  • Local: km 304 da BR-251, em Salinas, Norte de Minas Gerais
  • Data e hora: sábado, 8 de agosto, por volta das 17h35
  • Veículos: Fiat Cronos, com placa de Aracati (CE), e GM Astra, com placa de São Paulo
  • Mortos: sete, sendo cinco no local e dois no hospital
  • Feridos: uma mulher de 19 anos, internada em estado grave

A carga encontrada no carro

Depois da colisão, os policiais localizaram no Fiat Cronos 164 tabletes de maconha. O total foi estimado em cerca de 137 quilos, segundo levantamento divulgado pelo jornal Estado de Minas. A carga é apontada como o motivo da recusa em parar na fiscalização.

A rodovia liga o Norte de Minas ao Oeste da Bahia e ao Centro-Oeste, e é rota de longa distância para carga e para viagens interestaduais. É por isso que o trecho concentra postos e equipes móveis de fiscalização da PRF, que fazem abordagens de rotina em veículos de passeio com placa de outros estados.

O trecho e o risco da ultrapassagem

A BR-251 é pista simples em boa parte da extensão que corta o Norte de Minas, com fluxo pesado de caminhões e poucos trechos com terceira faixa. Nesse desenho, a ultrapassagem em curva é a manobra mais letal da via: o veículo que invade a contramão não tem espaço de escape, e a colisão acontece com a soma das duas velocidades.

Foi o que ocorreu no km 304. O Cronos tentava passar quatro veículos de uma vez quando encontrou o Astra em sentido contrário. Em batidas frontais nessas condições, a energia do impacto costuma comprometer toda a cabine dos dois carros, o que ajuda a explicar o número de mortes em um acidente com apenas dois veículos envolvidos.

O que acontece agora

A perícia técnica deve estabelecer as velocidades no momento do choque e o ponto exato da invasão de faixa. A investigação sobre a fuga cabe à PRF, que registra o percurso desde a ordem de parada no km 314, e à Polícia Civil de Minas Gerais, responsável pelo inquérito.

Fugir de abordagem em rodovia federal configura crime de desobediência. Quando a fuga resulta em morte, o condutor pode responder por homicídio na direção de veículo, e a caracterização de dolo eventual depende da conclusão do inquérito sobre a assunção do risco na manobra. O transporte da droga responde em processo próprio, por tráfico.

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