Política

DF não elegeu nenhuma deputada federal, mas terá três senadoras a partir de 2027

Os 8 deputados federais eleitos pelo DF são homens, mas Michelle, Bia Kicis e Damares formarão a bancada do DF no Senado. Veja os números.

Neste texto5 tópicos
  1. Quem são os oito deputados federais do DF?
  2. Como ficou a bancada feminina na Câmara?
  3. E o Senado?
  4. Por que o DF teve três senadoras, e não duas?
  5. O que acontece agora?

O Distrito Federal não elegeu nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados em 2026, mas terá três mulheres no Senado a partir do ano que vem. Os oito deputados federais eleitos pelo DF são homens, enquanto Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, eleitas neste domingo (4), se juntarão a Damares Alves no Senado.

O contraste aparece nos balanços da Agência Câmara e da Agência Senado: o DF, o Piauí e Roraima foram as três unidades da federação que encerraram a apuração sem eleger deputadas federais. Ao mesmo tempo, o DF virou o primeiro lugar do país a eleger duas mulheres para o Senado na mesma eleição.

Quem são os oito deputados federais do DF?

A bancada do DF na Câmara será formada por Fábio Felix (PSOL), Rafael Prudente (MDB), Alberto Fraga (PL), Thiago Manzoni (PL), Julio Cesar (Republicanos), Izalci Lucas (PL), Agnelo Queiroz (PT) e Professor Reginaldo Veras (PV).

O nome mais votado entre os que ficaram de fora foi o de Mariana Naime (PL), com 67.218 votos, que ficou como suplente. Ela recebeu mais votos que dois dos eleitos, Agnelo Queiroz (43.542) e Reginaldo Veras (43.179), mas o PL já havia preenchido as três vagas a que tinha direito. O DistritoNews detalhou essa conta na lista dos deputados federais eleitos pelo DF.

Como ficou a bancada feminina na Câmara?

No país, a bancada feminina da Câmara passará de 90 para 109 deputadas a partir de 1º de fevereiro de 2027, um aumento de 21,1%. Das 109, 59 foram reeleitas, o que corresponde a 54% do grupo. Ainda assim, os homens são maioria esmagadora: 404 deputados, ou 79% da Casa.

A federação formada por PT, PCdoB e PV elegeu o maior número de mulheres, 34 cadeiras, o equivalente a 31,2% da bancada feminina. São Paulo teve 16 eleitas, concentrando 14,7% das cadeiras ocupadas por mulheres, seguida por Minas Gerais (11) e Rio de Janeiro (10). Bahia, Pernambuco e Santa Catarina elegeram seis cada.

Gráfico com o número de deputadas federais eleitas em estados selecionados e no DF
O DF, o Piauí e Roraima não elegeram nenhuma deputada federalGráfico: DistritoNews, com dados da Agência Câmara

E o Senado?

Doze mulheres foram eleitas para o Senado entre as 54 vagas em disputa, o maior número em um mesmo pleito desde a redemocratização. O recorde anterior era de 2002, quando oito conquistaram cadeiras. Em 2018, última eleição em que dois terços da Casa foram renovados, foram sete.

Com isso, a bancada feminina deve passar de 15 para 18 senadoras em 2027, o que representaria 22,2% das 81 cadeiras. As eleitas são Mara Rocha (Acre), Marina JHC (Alagoas), Rayssa Furlan (Amapá), Luizianne (Ceará), Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (Distrito Federal), Gracinha Caiado (Goiás), Marília Campos (Minas Gerais), Marília Arraes (Pernambuco), Samanda de Lula (Rio Grande do Norte), Teresa Surita (Roraima) e Carol de Toni (Santa Catarina).

Por que o DF teve três senadoras, e não duas?

O Senado se renova em ciclos alternados de um e dois terços das cadeiras. Em 2026 estavam em jogo duas vagas por estado, e as duas foram para mulheres no DF. A terceira senadora, Damares Alves (Republicanos), foi eleita em 2022 e tem mandato até 2031. A bancada do DF no Senado será, portanto, exclusivamente feminina, como destacou a Agência Senado.

A atual senadora Leila do Vôlei (PDT) disputou a reeleição e ficou em terceiro lugar. Segundo a Agência Câmara, nenhuma das senadoras que concorriam a um novo mandato conseguiu se reeleger neste ano,. Os resultados completos de cada cargo estão no balanço do primeiro turno no DF.

O que acontece agora?

As 12 eleitas tomam posse em fevereiro de 2027, com mandatos até 2035. As deputadas federais, incluindo as 19 que ampliam a bancada, assumem na mesma data, com mandato de quatro anos. Para o DF, a ausência de mulheres na Câmara só poderia mudar se alguma das suplentes assumisse uma cadeira, hipótese que depende de licenças ou vacâncias dos titulares.

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