Explosão em prédio de Copacabana deixa quatro feridos no Rio
Bombeiros evacuaram o edifício de 13 andares; garagem e dois apartamentos ficaram interditados
Uma explosão em prédio residencial na Rua Sá Ferreira, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, deixou quatro feridos no fim da tarde de quarta-feira (19). O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro foi acionado para o endereço e retirou os moradores do edifício, que tem 13 pavimentos e subsolo.
As quatro vítimas tiveram ferimentos leves e moderados, segundo a corporação. Duas precisaram ser levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, também na zona sul.
Equipes do quartel de Copacabana chegaram ao local ainda com moradores dentro do prédio e conduziram a evacuação. A força da explosão atingiu a estrutura da garagem, no subsolo, e dois apartamentos do segundo andar.
Áreas interditadas
A Defesa Civil do município fez avaliação estrutural no imóvel e concluiu que o prédio não corre risco de desabamento. Parte da garagem e os dois apartamentos atingidos foram interditados até que os reparos sejam feitos.
A causa da explosão não foi informada pelas autoridades. Ocorrências desse tipo em edifícios residenciais costumam ser periciadas para verificar vazamento de gás, falha em instalação elétrica ou acúmulo de material inflamável em área fechada, procedimento que depende de laudo técnico.
A avaliação estrutural feita logo após uma explosão define se o prédio pode ser reocupado. Quando há comprometimento de pilares, vigas ou lajes, a interdição alcança andares inteiros e o retorno depende de laudo de engenharia. No caso da Rua Sá Ferreira, a interdição ficou restrita à parte da garagem e aos dois apartamentos atingidos.
Copacabana é um dos bairros mais adensados do Rio de Janeiro, com predominância de prédios antigos e garagens no subsolo. A evacuação de um edifício com 13 andares no fim da tarde, em horário de retorno do trabalho, mobiliza equipes de socorro e afeta a circulação nas ruas do entorno.
A interdição parcial da garagem afeta a rotina do prédio até a liberação. Nesses casos, os moradores costumam ser autorizados a retirar os veículos sob acompanhamento das equipes, e o acesso à área permanece bloqueado enquanto durar a avaliação técnica.
Não houve registro de vítima em estado grave. O Corpo de Bombeiros permaneceu no local para rescaldo e verificação de segurança antes de liberar o retorno dos moradores às áreas não interditadas.
O Hospital Municipal Miguel Couto, que recebeu duas das vítimas, é uma das principais portas de entrada de urgência e emergência da zona sul carioca e atende casos de trauma encaminhados pelo socorro público.
O que fazer em caso de suspeita de vazamento de gás
Quando há cheiro forte de gás em garagem, área de serviço ou hall de prédio, a orientação padrão dos corpos de bombeiros é a seguinte:
- fechar o registro do gás e abrir portas e janelas para ventilar o ambiente;
- não acionar interruptores, campainhas, elevadores nem aparelhos elétricos, porque a faísca pode iniciar a combustão;
- não usar fósforo, isqueiro ou telefone celular dentro do ambiente afetado;
- retirar as pessoas do local e acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193.
A perícia é quem estabelece a origem de ocorrências desse tipo. Até a conclusão do laudo, qualquer atribuição de causa é especulação.
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