Incêndio atinge reserva do Zoológico de Brasília e mobiliza o CBMDF
Fogo começou por volta das 12h55 desta terça-feira e exigiu seis viaturas, drones e o avião Nimbus; nenhum animal foi encontrado ferido
Um incêndio em vegetação atingiu a área de reserva do Zoológico de Brasília na tarde desta terça-feira, 11 de agosto, e mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). O combate começou por volta das 12h55, nas proximidades dos viveiros de plantas.
A corporação empregou seis viaturas, drones e o avião Nimbus, usado no combate aéreo às chamas. As equipes concentraram esforços nos pontos mais próximos das estruturas da reserva, com a prioridade de impedir que o fogo avançasse na direção dos viveiros e dos quiosques instalados na área.
Segundo o CBMDF, o incêndio entrou em situação controlada, e as equipes permaneceram no local para eliminar focos ainda ativos e evitar novo avanço. Nenhum animal foi encontrado ferido.
O que ainda não foi informado
A corporação não divulgou a extensão da área queimada nem a causa do fogo. Também não houve informação sobre suspensão ou alteração da visitação pública do parque.
A reserva atingida é a faixa de vegetação nativa que integra a área do parque, separada do circuito de recintos visitáveis. É nessa parte que ficam os viveiros de mudas usados na manutenção do paisagismo e na alimentação de parte do plantel.
Agosto é o mês crítico no DF
O incêndio ocorre no auge da estação seca no Distrito Federal, período em que a umidade relativa do ar despenca à tarde e a vegetação do Cerrado, adaptada ao fogo, queima com facilidade e velocidade. O CBMDF mantém nesta época o efetivo de combate a incêndios florestais reforçado e usa drones para localizar focos em áreas de difícil acesso, além do apoio aéreo.
No mesmo dia, equipes da corporação também atenderam ocorrência de incêndio em uma casa em São Sebastião.
O uso do avião Nimbus indica a dimensão da ocorrência. A aeronave é acionada quando a frente de fogo se torna extensa demais para o combate apenas por terra ou quando o terreno dificulta a chegada das viaturas. Os drones cumprem outra função: mapear focos ativos que não são visíveis da linha de combate, o que evita que a equipe deixe o local antes da extinção completa.
Risco para o plantel e para os viveiros
Nenhum animal foi encontrado ferido, mas a proximidade do fogo com os viveiros de plantas explica a prioridade adotada pelo comando da operação. Os viveiros abastecem o paisagismo do parque e parte da alimentação de animais herbívoros, e a perda desse estoque teria efeito prolongado sobre a rotina da instituição.
Fogo em área de reserva também atinge fauna silvestre que vive fora dos recintos, como pequenos mamíferos, répteis e aves que ocupam a vegetação nativa do parque. Esse impacto não aparece em balanço imediato, porque depende de vistoria posterior da área queimada.
A recomendação da corporação para esse período é evitar queima de lixo e de restos de poda em terrenos, não descartar bitucas de cigarro em área de vegetação e acionar o 193 assim que houver fumaça em área verde. Nas primeiras horas, um foco pequeno é combatido com equipe de terra; depois que a frente de fogo se abre, o custo operacional sobe e passa a exigir apoio aéreo, como aconteceu nesta terça.
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