Obras simultâneas em vias do DF travam trânsito e exigem planejamento
Intervenções em múltiplos corredores da capital concentram impactos e demandam atenção dos motoristas.
Motoristas que circulam pelo Distrito Federal têm enfrentado dificuldades crescentes de mobilidade em razão de obras simultâneas em diferentes pontos da capital. Intervenções em vias expressas, viadutos e corredores urbanos concentraram-se ao longo de 2026, reflexo do ambicioso pacote de infraestrutura lançado pela gestão da governadora Celina Leão. Se por um lado as obras prometem modernizar a malha viária, por outro, a sobreposição dos canteiros tem gerado gargalos significativos no trânsito cotidiano.
Entre os trechos mais críticos estão a EPNB, com obras de duplicação em andamento; a Estrada Parque Contorno (EPCT), com serviços de drenagem e recapeamento; e a DF-085, que passa por intervenções de alargamento no trecho próximo a Taguatinga. O DER-DF reconhece o desconforto, mas destaca que as obras são imprescindíveis para garantir segurança viária e reduzir os custos de manutenção a longo prazo.
O impacto é sentido especialmente nos horários de pico. Dados do Centro de Operações de Brasília (COB) mostram que o tempo médio de deslocamento em alguns corredores aumentou em até 40% nos últimos meses. Motoristas relatam filas que chegam a três quilômetros em pontos como o Eixão do Lazer e a saída de Taguatinga Norte.
Para mitigar os efeitos, o Detran-DF e a Polícia Militar do DF intensificaram o policiamento de trânsito nos principais pontos de obras. O GDF também reforçou a frota do transporte público em rotas que passam por trechos congestionados, buscando estimular o uso do metrô e dos ônibus como alternativa ao carro particular.
Especialistas em mobilidade urbana alertam que a concentração de obras exige um plano de comunicação robusto com os cidadãos. "O morador precisa saber com antecedência o que está sendo feito, por quanto tempo e qual o benefício concreto. A transparência reduz a frustração", avaliou um urbanista da UnB. A previsão é que a maior parte das intervenções seja concluída até o final de 2026.