GDF cria Parque Distrital Lobo-Guará com 868,5 hectares em Planaltina
Antigo Parque do Colégio Agrícola de Brasília passa a se chamar Parque Distrital Lobo-Guará, unidade de conservação de 868,5 hectares em Planaltina.
O Parque Ambiental do Colégio Agrícola de Brasília passa a se chamar Parque Distrital Lobo-Guará. A mudança foi confirmada pela Agência Brasília nesta terça-feira (1º) e consolida a unidade de conservação em Planaltina.
A Câmara Legislativa do DF (CLDF) aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 101/2026, que altera a denominação e reforça a proteção da área. O texto passou em primeiro e segundo turnos e seguiu para sanção da governadora Celina Leão.
O parque tem 868,5 hectares. O polígono fica em Planaltina e reúne áreas de cerrado preservado, cursos d'água e paisagem típica do bioma.
A unidade tem como objetivo preservar os ecossistemas naturais da região, proteger a biodiversidade, os recursos hídricos e a paisagem local. O lobo-guará, espécie símbolo do cerrado, dá nome à área.
O parque permite pesquisa científica, educação ambiental, interpretação da natureza, recreação em contato com o meio ambiente e turismo ecológico. As atividades devem seguir o plano de manejo da unidade.
A área abriga o antigo espaço ligado ao Centro de Educação Profissional Colégio Agrícola de Brasília, tradicional na formação técnica da região. A nova denominação separa a identidade da unidade de conservação da do centro de ensino.
Planaltina concentra remanescentes de cerrado no norte do DF. A criação da unidade com nome próprio dá base legal mais clara para fiscalização e para captação de recursos de conservação.
A gestão do parque cabe ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram), órgão responsável pelas unidades de conservação do DF. O Ibram administra a fiscalização, o uso público e o plano de manejo das áreas protegidas.
O cerrado é o bioma que ocupa a maior parte do território do DF. A proteção de fragmentos como o de Planaltina ajuda a manter nascentes e corredores para a fauna local.
Programas de educação ambiental ligados ao lobo-guará já atuam em escolas do DF. A denominação do parque reforça o vínculo entre a política de conservação e o trabalho junto a alunos e professores.
Com a mudança, o DF passa a contar com mais uma unidade de conservação identificada por espécie-símbolo do cerrado em sua rede de parques.