PMDF apreende 12 aves silvestres e autua quatro por crime ambiental
Batalhão Ambiental autuou quatro pessoas por crimes contra a fauna e apreendeu 12 aves mantidas em cativeiro irregular durante fiscalização no Paranoá.
A Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, autuou quatro pessoas por crimes contra a fauna durante fiscalização realizada em 22 de junho, na região do Paranoá. A ação resultou na apreensão de 12 aves silvestres mantidas em cativeiro irregular.
Os animais estavam sem a documentação exigida para a criação legal. A manutenção de fauna silvestre em cativeiro depende de autorização dos órgãos ambientais, e a ausência do registro configura infração prevista na legislação.
As aves foram recolhidas pela equipe e passam por avaliação. Animais nessas condições costumam ser encaminhados a centros de triagem, onde recebem cuidados veterinários antes de eventual soltura ou destinação adequada.
O cativeiro irregular é uma das principais ameaças a espécies nativas. A captura para o comércio ilegal reduz populações na natureza e submete os animais a maus-tratos durante o transporte e o confinamento.
Os autuados respondem por crime ambiental. A legislação prevê penas que variam conforme a espécie e a quantidade de animais, além de multas aplicadas pelos órgãos de fiscalização.
O Batalhão Ambiental atua na proteção de áreas verdes, mananciais e da fauna do Distrito Federal. As fiscalizações combinam denúncias da população com operações de rotina em regiões de mata e chácaras.
A corporação orienta que a compra de aves silvestres deve ser feita apenas em criadouros autorizados, com nota fiscal e anilha de identificação. Comprar animais de origem irregular alimenta o tráfico e também expõe o comprador a autuação.
Casos de maus-tratos e de comércio ilegal de animais podem ser denunciados à PMDF pelo telefone 190. Denúncias ambientais também são recebidas pelos órgãos de fiscalização do GDF e pelo MPDFT.
A soltura de animais recuperados depende de avaliação técnica. Aves criadas em cativeiro por muito tempo nem sempre conseguem sobreviver sozinhas, o que reforça a importância de evitar a captura na origem.