Cidades

Subestação do Guará II entra em operação e atende 180 mil pessoas

Obra da Neoenergia custou R$ 32 milhões e acrescenta 66,6 MVA à rede elétrica do Distrito Federal

Entrou em operação nesta quinta-feira (6/8) a nova subestação de energia elétrica do Guará II, com capacidade para atender cerca de 180 mil pessoas na região administrativa e nas áreas vizinhas. O equipamento recebeu investimento de R$ 32 milhões da Neoenergia Brasília e acrescenta 66,6 MVA de potência à rede do Distrito Federal.

O reforço chega a uma das regiões mais adensadas do DF. O Guará concentra área residencial, comércio de rua e o Setor de Indústria e Abastecimento nas imediações, combinação que puxa a demanda por energia em faixas de horário diferentes ao longo do dia.

O que muda na rede

A potência instalada é apenas parte do ganho. Segundo a concessionária, a subestação foi entregue com sistemas de automação que permitem localizar o ponto exato de uma falha e isolar apenas o trecho afetado, em vez de derrubar toda a linha.

Identificar e isolar falhas com mais rapidez, agilizando o restabelecimento do fornecimento em caso de ocorrências.

A descrição é de André Santos, diretor-presidente da Neoenergia Brasília, sobre o funcionamento do novo sistema. Na prática, o recurso encurta o tempo de religamento após uma ocorrência, indicador que pesa na avaliação da distribuidora pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Um pacote de R$ 3,1 bilhões até 2030

A subestação do Guará II integra um plano de investimentos de R$ 3,1 bilhões que a Neoenergia prevê aplicar na rede do Distrito Federal até 2030. O pacote inclui:

  • Ampliação de cinco subestações já existentes.
  • 132 quilômetros de linhas de alta tensão novas ou reformadas.
  • Modernização dos sistemas de monitoramento da rede.
  • 66,6 MVA adicionados agora com a unidade do Guará II.

A capacidade de uma subestação é medida em MVA, unidade que expressa a potência aparente que o equipamento consegue transformar e distribuir. Quanto maior a potência disponível em uma região, menor a chance de sobrecarga nos horários de pico e maior a margem para atender novas ligações sem degradar o fornecimento aos clientes já conectados.

Por que a expansão pressiona a rede do DF

O consumo de energia no Distrito Federal é sensível ao calor. Nos meses de seca, entre maio e setembro, as temperaturas altas à tarde elevam o uso de ar-condicionado e concentram a demanda em poucas horas do dia. É nesse intervalo que a rede fica mais exposta a interrupções.

A soma de novas ligações também pesa. Regiões administrativas em expansão puxam pedidos de conexão que precisam ser absorvidos pela infraestrutura existente até que uma nova subestação entre em operação, como agora no Guará.

Há ainda o fator climático. Ventania e descarga atmosférica no início da temporada de chuvas derrubam galhos sobre a rede aérea e provocam a maior parte das interrupções não programadas no DF. Nesses episódios, o que define o tempo sem luz não é a potência instalada, mas a capacidade de localizar o defeito e chavear o circuito para alimentar o trecho por outro caminho, exatamente a função dos sistemas de automação instalados na nova unidade.

A entrega no Guará II também libera carga de subestações vizinhas, que hoje atendem parte da demanda da região. Esse alívio abre margem para novas ligações em áreas próximas sem necessidade imediata de obra adicional.

Como registrar falta de energia

Consumidores do DF podem comunicar interrupções e acompanhar o restabelecimento pelos canais da concessionária:

  • Telefone: 116, atendimento 24 horas.
  • WhatsApp e aplicativo da Neoenergia Brasília.
  • Site da distribuidora, para consulta de protocolo e previsão de retorno.

Leia também: como pedir reparo de iluminação pública no DF.

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