Economia

Copom se reúne em 4 e 5 de agosto para definir a Selic; veja o que esperar

Taxa está em 14,25% ao ano; Focus projeta 14% no fim de 2026 e mercado vê espaço para só mais um corte de 0,25 ponto

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nos dias 4 e 5 de agosto, em Brasília, para definir o novo patamar da taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano. A decisão sai na quarta-feira (5), depois do fechamento dos mercados.

Na reunião anterior, em 17 de junho, o colegiado cortou os juros em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, como mostrou o DistritoNews. Foi a segunda redução do ciclo de queda aberto em maio, quando a taxa chegou a 14,50%.

O que o mercado espera

O boletim Focus divulgado na segunda-feira (20) manteve a projeção da Selic em 14% ao ano no fim de 2026, com inflação estimada em 5,15%, como mostrou o levantamento mais recente do Banco Central. Na prática, a conta do mercado abre espaço para apenas mais um corte de 0,25 ponto até dezembro, distribuído entre as quatro reuniões que restam no calendário.

A dúvida é o momento. Parte dos analistas defende que o Banco Central espere a inflação ceder com mais clareza antes de reduzir os juros de novo, o que jogaria o corte para o fim do ano. A avaliação predominante é de cautela, segundo o site DCI: o comitê deve observar o comportamento dos preços antes de validar novas quedas.

No comunicado de junho, o próprio Copom indicou que não tem pressa.

A política monetária "deverá permanecer em nível restritivo pelo tempo necessário para assegurar a convergência da inflação à meta", informou o comitê após o último corte.

Calendário do Copom até dezembro

Depois de agosto, o colegiado ainda se encontra três vezes em 2026:

  • 15 e 16 de setembro;
  • 3 e 4 de novembro;
  • 8 e 9 de dezembro.

O rito é sempre o mesmo: dois dias de reunião e anúncio da decisão na noite do segundo dia, com o comunicado publicado no site do Banco Central. A ata sai na semana seguinte.

O que muda no bolso do brasiliense

A Selic é a referência para todos os juros da economia. Com a taxa em 14,25%, o crédito segue caro: financiamentos de veículos e imóveis, empréstimo consignado e rotativo do cartão continuam pressionados, e a recomendação para quem tem dívida é priorizar a quitação das mais caras antes de assumir novas parcelas.

Para quem investe, o cenário é o oposto. Aplicações atreladas à Selic ou ao CDI, como Tesouro Selic e CDBs, seguem com rendimento elevado enquanto a taxa permanecer nesse patamar. A poupança, com regra de remuneração fixa quando a Selic passa de 8,5% ao ano, rende menos que essas alternativas.

Para o comércio e o setor de serviços do Distrito Federal, juro alto por mais tempo significa consumo contido e crédito mais seletivo. O resultado da reunião de agosto indica se o alívio, ainda que lento, começa antes do fim do ano.

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