Itaú assina compromisso para comprar ativos do BRB em meio à crise do Banco Master
Subsidiária classifica valores como imateriais; BRB precisa provisionar até R$ 13 bilhões.
O Itaú Unibanco informou na quarta-feira (15) que uma de suas subsidiárias assinou compromisso para adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). Em comunicado ao mercado, o banco classificou os valores envolvidos como "imateriais para a companhia", segundo seus critérios, e não divulgou números nem detalhes do acordo.
Por isso, afirmou o Itaú, a transação não se enquadra como fato relevante para fins da legislação. O comunicado respondeu a um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem do Correio Braziliense, de acordo com a Agência Brasil.
O que dizia a reportagem
O jornal relatou que o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, avaliava a compra de ativos do BRB e que Itaú e Bradesco já haviam negociado cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de empréstimos concedidos a estados e municípios com aval da União. Os ativos transferidos ao Itaú não foram detalhados.
Rombo ligado ao Master
O acordo ocorre em meio à crise do BRB, controlado pelo Governo do Distrito Federal, depois da compra de carteiras do Banco Master. Pelos cálculos do próprio BRB, o banco precisa provisionar cerca de R$ 8,8 bilhões; uma auditoria forense independente apontou necessidade de R$ 13 bilhões.
- Ativos do Master considerados saudáveis: R$ 21,9 bilhões.
- Em 10 de abril, a governadora Celina Leão anunciou proposta de um fundo de investimentos de R$ 15 bilhões por ativos ligados ao Master.
- Segundo ela, a operação não envolveria recursos públicos nem comprometeria o caixa do banco.
As operações ainda dependem de aval técnico e regulatório do Banco Central, segundo o Poder360. Acompanhe o caso na editoria de Economia.