Economia

Produção industrial cai 0,2% em maio e encerra quatro meses de alta

Indústria brasileira recuou 0,2% em maio ante abril, primeiro resultado negativo depois de uma sequência de quatro meses de crescimento, informou o IBGE.

A produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio na comparação com abril, na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE e interrompe uma sequência de quatro meses seguidos de avanço.

O resultado veio depois da alta de 0,7% registrada em abril. Naquele período, a indústria acumulava expansão de 4,4% em quatro meses de crescimento contínuo, o melhor ritmo desde o início de 2026.

A queda de maio reflete o peso dos juros altos sobre o consumo de bens duráveis e sobre o crédito às empresas. A taxa básica está em 14,25% ao ano, patamar que encarece financiamentos e desestimula novos investimentos produtivos.

O recuo mensal chega em um momento de sinais mistos na economia. Enquanto o mercado de trabalho segue aquecido, indicadores de atividade começam a apontar acomodação no segundo trimestre.

Analistas ouvidos pelo mercado já esperavam uma perda de fôlego da indústria após o forte começo de ano. A dúvida agora é se maio marca apenas um respiro pontual ou o início de uma tendência de estagnação no setor.

O IBGE detalha o comportamento das grandes categorias econômicas e dos ramos industriais em seu relatório completo. A pesquisa cobre bens de capital, bens intermediários e bens de consumo, além do desempenho por unidade da federação na versão regional.

O desempenho da indústria pesa diretamente na formação do Produto Interno Bruto. O setor responde por parcela relevante da geração de renda e emprego formal no país, o que amplia a atenção do mercado sobre cada nova leitura mensal.

Para o acumulado do ano, a indústria ainda mantém saldo positivo, sustentado pela força observada no primeiro trimestre. O próximo dado, referente a junho, será divulgado no início de agosto e ajudará a confirmar ou não o novo cenário de perda de ritmo.

O Banco Central acompanha esses números na condução da política monetária. Uma indústria mais fraca reduz pressões sobre preços e reforça a leitura de que o ciclo de cortes de juros deve continuar, ainda que em passo cauteloso.

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