Economia

Dinheiro esquecido: R$ 10,6 bilhões esperam resgate no Banco Central

Consulta pelo CPF é gratuita no site oficial do BC; maioria dos beneficiários tem até R$ 100 parados e resgate cai via Pix

Moradores do Distrito Federal podem ter dinheiro esquecido em bancos e nem saber. O Sistema Valores a Receber (SVR) do Banco Central acumula R$ 10,6 bilhões disponíveis para resgate, segundo atualização de 12 de maio de 2026, e a consulta pelo CPF é gratuita.

O montante pertence a cerca de 47 milhões de pessoas físicas, que têm aproximadamente R$ 8,1 bilhões a receber, e a mais de 5 milhões de empresas, com cerca de R$ 2,4 bilhões. O dinheiro segue parado até que o dono peça a devolução.

Como consultar pelo CPF

A consulta é feita exclusivamente no site oficial valoresareceber.bcb.gov.br. Basta informar CPF e data de nascimento (empresas usam o CNPJ e a data de abertura). Em poucos segundos, o sistema mostra se há saldo em seu nome.

Para ver o valor exato e pedir o resgate, é preciso entrar com a conta gov.br de nível prata ou ouro. O passo a passo:

  1. Acesse valoresareceber.bcb.gov.br e informe CPF e data de nascimento;
  2. Se houver saldo, faça login com a conta gov.br (prata ou ouro);
  3. Confira o valor, a instituição que deve o dinheiro e a origem;
  4. Informe uma chave Pix e solicite a devolução;
  5. Acompanhe o prazo informado pelo sistema para o crédito na conta.

De onde vem esse dinheiro

Os valores têm origens variadas e, na maioria dos casos, são quantias pequenas que passaram despercebidas ao longo dos anos.

  • Contas-correntes e poupanças encerradas com saldo residual;
  • Tarifas bancárias cobradas indevidamente;
  • Cotas de capital e sobras de cooperativas de crédito;
  • Parcelas de consórcios e empréstimos não resgatadas;
  • Saldos de contas de pagamento encerradas.

A maior parte dos beneficiários tem pouco a resgatar: 62,9% têm até R$ 10 e outros 24,2% têm entre R$ 10 e R$ 100. Cerca de 2% têm mais de R$ 1 mil esperando, o que ainda representa mais de 1 milhão de pessoas e empresas.

Cuidado com golpes

O Banco Central alerta que o SVR virou isca recorrente de criminosos, que enviam links falsos prometendo liberar o dinheiro.

Segundo o Banco Central, a instituição não envia links por mensagem, e-mail ou aplicativo, e ninguém liga em nome do BC para confirmar dados pessoais ou tratar de valores a receber. A consulta e o pedido de devolução acontecem apenas no site oficial.

Nenhum órgão cobra taxa para liberar o resgate. Se alguém pedir pagamento adiantado, adiantamento de imposto ou senha bancária para desbloquear o valor, é golpe.

Vale a pena conferir

A consulta leva menos de um minuto e pode revelar valores de contas antigas, inclusive de parentes falecidos (herdeiros e inventariantes também podem pedir a devolução, com login gov.br do responsável legal).

Ao encontrar saldo, o sistema mostra qual instituição deve o dinheiro, a origem do valor e um canal de contato. Quando a instituição oferece devolução automática, basta cadastrar a chave Pix no próprio site e aguardar o crédito. Se não houver essa opção, o próprio SVR indica o telefone ou e-mail da instituição para combinar a devolução diretamente.

Quem não tem conta gov.br prata ou ouro pode elevar o nível gratuitamente pelo aplicativo gov.br, com reconhecimento facial ou validação pelo banco. Sem esse nível de segurança, a consulta mostra apenas que existe valor, sem liberar o resgate.

Para quem organiza o orçamento do mês, todo reforço conta. Confira também o calendário de pagamentos do INSS de julho no DF.

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