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Brasileirão feminino: sete times brigam por cinco vagas nas quartas

Com a 16ª rodada neste fim de semana e duas rodadas para o fim da primeira fase, só Corinthians, São Paulo e Palmeiras têm classificação garantida

O Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1 entra na 16ª rodada neste fim de semana com apenas três das oito vagas nas quartas de final já definidas e sete times brigando pelas cinco restantes. Faltam duas rodadas para o fim da primeira fase.

Corinthians, com 37 pontos, São Paulo, com 35, e Palmeiras, com 32, garantiram a classificação antecipada.

Bahia e Ferroviária, ambos com 27 pontos, estão perto de confirmar presença, mas ainda dependem de resultado. A conta só fecha matematicamente se os times logo atrás tropeçarem.

Sete times por cinco vagas

O embolamento começa na sexta colocação. Grêmio, Internacional, Cruzeiro e Flamengo somam 24 pontos cada. Fluminense aparece com 22, e Red Bull Bragantino e Santos fecham o pelotão com 20.

Com seis pontos ainda em disputa, qualquer um dos sete pode terminar dentro ou fora do G-8. A diferença entre o sexto e o décimo segundo colocado é de quatro pontos.

Como está a briga:

  • Classificados: Corinthians (37), São Paulo (35) e Palmeiras (32)
  • Encaminhados: Bahia (27) e Ferroviária (27)
  • Na disputa: Grêmio (24), Internacional (24), Cruzeiro (24), Flamengo (24), Fluminense (22), Red Bull Bragantino (20) e Santos (20)
  • Ameaçados de queda: Atlético-MG, Mixto, Juventude, América-MG, Vitória e Botafogo

Na outra ponta, seis equipes tentam escapar das duas vagas de rebaixamento para a Série A2. A definição também deve chegar apenas na rodada final.

A pauta do futebol feminino tramita em Brasília

Enquanto o campeonato se define em campo, as regras do setor estão em discussão na capital federal. O PL 4.578/2025, que fixa diretrizes para o futebol feminino, tramita entre Câmara e Senado e trata de contrato profissional, calendário e condições mínimas de estrutura para as atletas.

A profissionalização também aparece no mercado. A transferência da meia Kerolin ao Barcelona por 1,5 milhão de euros estabeleceu recorde para uma jogadora brasileira neste ano.

Nenhum dos doze clubes que ainda disputam vaga é do Distrito Federal. Para o torcedor de Brasília, o interesse está no formato: as oito equipes classificadas avançam ao mata-mata, e as duas últimas caem para a Série A2, mesmo desenho que rege o acesso do futebol feminino candango.

A classificação citada é a posição após a 15ª rodada, informada pela Confederação Brasileira de Futebol. Os confrontos da 16ª rodada estão distribuídos entre sábado e domingo, e a definição das vagas deve ficar para a rodada final.

Por que a rodada final decide tudo

O formato da Série A1 concentra a tensão no fim. A primeira fase é disputada em turno único entre 18 clubes, e as oito melhores campanhas avançam ao mata-mata. O cruzamento das quartas segue a ordem da tabela, o que faz cada posição valer adversário diferente.

Terminar em sexto ou em oitavo muda o caminho inteiro. O sexto colocado enfrenta o terceiro; o oitavo pega o líder, que hoje é o Corinthians, dono da melhor campanha e maior vencedor da competição.

Esse é o cálculo que os quatro times empatados com 24 pontos fazem agora. Entrar no G-8 é o objetivo mínimo, mas subir uma ou duas posições nas duas rodadas restantes vale mais do que a diferença de pontos sugere.

Na zona de rebaixamento, o efeito é inverso e mais duro. A queda para a Série A2 significa perder a cota de participação da CBF na divisão principal, receita que sustenta o elenco profissional de boa parte desses clubes ao longo do ano.

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