Fifa impõe transfer ban ao Internacional por dívida com o Midtjylland
Punição vale por três janelas ou até a quitação do débito da contratação do zagueiro Juninho, feita em fevereiro de 2025.
A Fifa impôs ao Internacional a proibição de registrar novos jogadores por três janelas de transferências, ou até que o clube quite a dívida com o Midtjylland, da Dinamarca. A punição foi divulgada pelo Poder360 nesta quarta-feira (26).
O débito vem da contratação do zagueiro Juninho, negociado em fevereiro de 2025. A transferência custou 1,5 milhão de euros, o equivalente a R$ 9,1 milhões na cotação da época. A parcela pendente não foi detalhada.
Em nota, o clube gaúcho confirmou o caso. "O Sport Club Internacional informa que a medida recentemente noticiada está relacionada a uma pendência financeira decorrente da transferência do atleta Juninho, realizada junto ao Midtjylland. Em razão das dificuldades financeiras e das limitações de fluxo de caixa enfrentadas pelo clube, estamos trabalhando na busca de alternativas para a equalização e regularização da obrigação com a equipe dinamarquesa", diz o texto.
O caso em números
- 3 janelas: duração da punição, ou até a quitação da dívida.
- 1,5 milhão de euros: valor da transferência que originou o débito.
- R$ 9,1 milhões: equivalente em reais na cotação da época.
- Fevereiro de 2025: mês da contratação do zagueiro Juninho, junto ao Midtjylland.
Como funciona o transfer ban
O transfer ban não impede o clube de negociar nem de vender atletas. Ele bloqueia o registro de reforços na Fifa, o que na prática deixa o jogador contratado sem poder atuar em partidas oficiais. A punição cai assim que a dívida é quitada, mesmo antes de cumpridas as três janelas.
É por isso que a punição costuma ser resolvida no caixa, e não no tribunal esportivo. Clubes em dificuldade financeira negociam parcelamento diretamente com o credor para liberar a janela seguinte.
O que o caso diz sobre o mercado
Punições desse tipo têm origem quase sempre no mesmo desenho: contratação parcelada em euros, com pagamento distribuído ao longo de temporadas, e receita do clube comprador dependente de desempenho esportivo e de venda de atletas. Quando a receita não chega, a parcela vence.
A dívida do Internacional é com um clube estrangeiro, o que leva a cobrança direto ao sistema da Fifa, sem passar pela Justiça comum brasileira. O Midtjylland disputa a primeira divisão dinamarquesa.
O aperto financeiro nos clubes brasileiros também aparece em outras frentes. Em 2026, a Receita Federal comunicou clubes e SAFs sobre pendências tributárias, movimento que atinge parte do mesmo grupo de agremiações com fluxo de caixa apertado.
Não há informação sobre prazo final para o pagamento nem sobre eventual recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). O Internacional também não informou valor exato do débito remanescente.