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Flavia Saraiva leva ouro na trave e no solo em Brasilia

Finais por aparelhos do Campeonato Brasileiro foram disputadas no Ginasio Nilson Nelson

Flávia Saraiva conquistou o ouro na trave e no solo nas finais por aparelhos do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, disputadas no domingo (9), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A competição levou à capital os principais nomes da modalidade no país e fechou a temporada nacional de finais individuais.

Na trave, a ginasta do Flamengo somou 13.866 e ficou com o segundo título consecutivo no aparelho. Gabriela Barbosa, do Pinheiros, ficou com a prata, com 13.266, e Gabriela Vieira, também do Flamengo, levou o bronze, com 13.100.

Pódio rubro-negro no solo

No solo, Flávia apresentou uma série nova e cravou 13.833, a maior nota do aparelho. O pódio ficou inteiro com atletas do Flamengo: Júlia Coutinho ficou com a prata, com 13.266, e Hellen Silva completou em terceiro.

Aos 26 anos, Flávia Saraiva é uma das ginastas mais longevas do alto rendimento brasileiro. Ela integrou as equipes olímpicas do Rio 2016, de Tóquio e de Paris, onde o Brasil conquistou o bronze por equipes, primeira medalha coletiva do país na modalidade em Jogos Olímpicos.

Como ficaram as provas masculinas

Entre os homens, a barra fixa teve Arthur Nory, do Pinheiros, no lugar mais alto do pódio, com 13.966. Diogo Paes, do mesmo clube, ficou com a prata com nota igual. Patrick Correia, também do Pinheiros, ficou com o bronze, com 13.666.

Nas barras paralelas, o ouro foi de Caio Souza, do Minas Tênis Clube, com 13.966. Dreick Goulart, do Grêmio Náutico União, ficou em segundo, com 13.133, e Johnny Oshiro, da Agith, em terceiro, com 12.466.

No salto, Yuri Guimarães, da Agith, ficou com o ouro após somar 14.133, a maior nota do dia entre todos os aparelhos masculinos. João Perdigão, do Pinheiros, levou a prata, e Christian Dorneles ficou com o bronze.

Como funciona a final por aparelhos

O Campeonato Brasileiro é dividido em duas etapas. Primeiro vem o individual geral, em que cada ginasta compete em todos os aparelhos e a soma define a classificação. Depois vêm as finais por aparelho, disputadas pelos melhores colocados de cada prova na fase anterior, com a nota zerada e uma única apresentação valendo o título.

A nota final combina duas partes. A de dificuldade soma o valor dos elementos executados na série, sem teto. A de execução parte de dez e desconta erro de postura, desequilíbrio, passo na aterrissagem e falha de conexão. É por isso que uma série mais arriscada pode perder para uma mais limpa, e por isso que décimos separam ouro e prata em finais como as de domingo.

Brasília na rota das competições nacionais

O Nilson Nelson vem recebendo eventos de calendário nacional com regularidade. O ginásio fica no complexo do Estádio Nacional Mané Garrincha, tem capacidade para cerca de 16 mil pessoas e é a principal praça coberta do Distrito Federal para esportes de quadra e modalidades olímpicas.

Sediar uma final de ginástica artística com a seleção olímpica completa dá ao público local acesso direto a atletas que costumam competir fora do país durante a maior parte do ano. O movimento acompanha outras competições que passaram pela capital nos últimos meses, como as partidas de alto nível do futebol nacional realizadas no Mané Garrincha.

A próxima etapa da temporada da ginástica brasileira é a preparação para os compromissos internacionais do segundo semestre, com a Confederação Brasileira de Ginástica definindo as convocações a partir dos resultados nacionais.

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