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Ítalo Ferreira volta à liderança da WSL após 3º lugar em Teahupo'o

Brasileiro caiu na semifinal para o havaiano Seth Moniz, campeão da etapa do Taiti, mas deixou a Polinésia Francesa no topo do ranking mundial

O surfista potiguar Ítalo Ferreira terminou em terceiro lugar no Tahiti Pro, sétima etapa do Circuito Mundial da WSL, disputada na quinta-feira (13/8) na onda de Teahupo'o, na Polinésia Francesa, e reassumiu a liderança do ranking mundial masculino. O campeão olímpico de Tóquio foi eliminado na semifinal pelo havaiano Seth Moniz, por 15,76 a 13,83.

Antes de cair, Ítalo havia feito a melhor bateria do dia entre os brasileiros. Nas quartas de final, superou o australiano Ethan Ewing com 15,50 pontos na soma das duas melhores ondas, contra 11,94 do adversário, em uma série marcada por dois tubos avaliados em 7,17 e 8,33.

Moniz vence a primeira em oito temporadas

Na decisão masculina, Seth Moniz bateu o norte-americano Griffin Colapinto por 18,17 a 14,67 e conquistou o primeiro título da carreira na elite do surfe, após oito temporadas no Championship Tour. O havaiano ocupava a 26ª posição do ranking antes da etapa.

Entre as mulheres, a canadense Erin Brooks, de 19 anos, venceu a israelense Anat Lelior na final, com 17,20 pontos somados em duas ondas notas 8,93 e 8,27. Foi também o primeiro triunfo dela no circuito principal.

O que muda no ranking

Mesmo sem chegar à final, Ítalo Ferreira deixou o Taiti na primeira colocação do ranking mundial. Teahupo'o é historicamente uma das ondas mais duras do calendário, com tubos pesados sobre corais rasos, e costuma provocar viradas grandes na classificação por causa da diferença de pontuação entre quem passa das quartas e quem cai cedo.

O potiguar é campeão mundial de 2019 e ouro olímpico nos Jogos de Tóquio, em 2021. A retomada da ponta o coloca em posição favorável na disputa por uma vaga na decisão de fim de temporada, formato em que os cinco primeiros do ranking brigam pelo título em bateria única.

Teahupo'o é uma parada específica do calendário. A onda quebra sobre uma laje de coral a poucos palmos da superfície e forma tubos densos, o que premia surfistas de posicionamento e coragem em detrimento de quem constrói nota com manobras aéreas. Ítalo, que costuma pontuar alto no ar, mostrou repertório de tubo nas duas baterias que venceu.

Como fica a temporada

Com sete das etapas do calendário disputadas, a briga pela ponta segue aberta e a diferença entre os primeiros colocados costuma ser resolvida nas últimas fases do circuito. Cada resultado de quartas em diante move a classificação de forma significativa.

Para o torcedor brasileiro, o dado da etapa é duplo: Ítalo voltou ao topo, mas nenhum representante do país chegou à final masculina ou feminina no Taiti. O desempenho dele no tubo, no entanto, é o tipo de resultado que sustenta candidatura ao título em ondas pesadas, terreno em que o Brasil vem colecionando pódios desde a última década.

  • Etapa: Tahiti Pro, 7ª do Circuito Mundial da WSL
  • Local: Teahupo'o, Polinésia Francesa
  • Data da decisão: quinta-feira, 13 de agosto de 2026
  • Campeão masculino: Seth Moniz (Havaí), 18,17 a 14,67 sobre Griffin Colapinto
  • Campeã feminina: Erin Brooks (Canadá), 17,20 pontos
  • Ítalo Ferreira: 3º lugar e líder do ranking mundial

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