João Fonseca vence Tsitsipas na estreia em Montreal e encara Ruud
Brasileiro passou pelo grego em dois sets e enfrenta o norueguês nesta quinta-feira pela terceira rodada do Masters 1000
O tenista brasileiro João Fonseca venceu o grego Stefanos Tsitsipas por 7/6 (7/3) e 7/5 na estreia do Masters 1000 de Montreal, nesta quarta-feira (5), no Canadá. A partida durou cerca de duas horas e foi decidida sem quebra de serviço no primeiro set.
Fonseca, número 27 do ranking mundial, enfrentou um adversário que já ocupou o terceiro lugar da lista e hoje aparece na 53ª posição. A vitória encerrou um jejum de 11 anos sem brasileiros avançando de fase no Masters canadense.
Como foi a partida
O primeiro set foi equilibrado até o tie-break, em que o brasileiro abriu vantagem e fechou em 7/3. No segundo, Fonseca converteu a quebra decisiva no momento em que Tsitsipas sacava para prolongar a parcial e liquidou o jogo em 7/5.
O saque foi o fundamento que sustentou o resultado. Tsitsipas, jogador de fundo de quadra agressivo, não conseguiu impor trocas longas o suficiente para reverter os pontos importantes, e o desfecho veio nos dois momentos de maior pressão do confronto.
O próximo adversário
Na terceira rodada, Fonseca encara o norueguês Casper Ruud, número 14 do mundo. O jogo está marcado para esta quinta-feira (6), com horário ainda não confirmado pela organização do torneio.
Será o segundo encontro entre os dois no circuito. Em maio, nas oitavas de final de Roland Garros, o brasileiro venceu por 3 sets a 1 em quase quatro horas de partida, um dos melhores resultados da carreira dele até aqui.
Ruud chega embalado: precisou de apenas uma hora em quadra para eliminar o argentino Juan Manuel Cerúndolo por 6/1 e 6/2.
O que está em jogo
- Torneio: Masters 1000 de Montreal, no Canadá, disputado em piso duro.
- Fase: terceira rodada.
- Data: quinta-feira, 6 de agosto de 2026, horário a definir.
- Adversário: Casper Ruud, número 14 do mundo.
- Retrospecto direto: uma vitória de Fonseca, em Roland Garros 2026.
Os Masters 1000 são a categoria imediatamente abaixo dos torneios de Grand Slam e distribuem pontos decisivos na corrida pelas oito vagas do ATP Finals, disputado no fim da temporada. Avançar em Montreal ajuda o brasileiro a se aproximar do grupo de cabeças de chave do próximo Grand Slam, o Aberto dos Estados Unidos.
O tênis brasileiro no circuito
Fonseca é hoje o principal nome do país no masculino e sustenta sozinho a presença brasileira nas chaves principais dos grandes torneios. A sequência de resultados dele elevou a procura por quadras e escolinhas em várias capitais, movimento que o Distrito Federal acompanha pelos clubes e centros de treinamento locais.
O calendário do circuito segue nas próximas semanas com a série de torneios em quadra dura na América do Norte, preparação direta para o Aberto dos Estados Unidos, último Grand Slam da temporada.
A adaptação ao piso duro
A troca de superfície é o detalhe técnico que pesa nesta fase do ano. O saibro europeu, onde Fonseca venceu Ruud em Roland Garros, devolve a bola mais alta e mais lenta, o que favorece trocas longas. Em Montreal, o piso duro acelera o jogo e valoriza o saque e o primeiro golpe depois dele.
Foi justamente esse fundamento que decidiu a estreia contra Tsitsipas: o brasileiro sustentou o serviço nos dois sets e resolveu o jogo nos pontos em que a pressão era maior. Contra Ruud, que também vem de uma vitória rápida, a diferença tende a aparecer nos mesmos momentos.
Fonseca virou profissional há pouco tempo e subiu no ranking de forma acelerada, movimento que aumenta a exposição dele em torneios de calendário cheio. A gestão de carga física entre torneios em semanas seguidas é um dos pontos que a equipe do tenista precisa administrar até o fim da temporada.
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