Esportes

Lorrane Oliveira e Caio Souza são ouro no Brasileiro de Ginástica

Competição reuniu 93 atletas de 14 clubes no Ginásio Nilson Nelson entre 5 e 9 de agosto e serviu de preparação para o Mundial de Rotterdam, em outubro

Lorrane Oliveira e Caio Souza conquistaram medalha de ouro no Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, encerrado no domingo (9/8) no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. Segundo a organização, a competição reuniu 93 atletas de 14 clubes e fechou o calendário nacional antes do Mundial de Rotterdam, na Holanda, marcado para outubro.

Lorrane, do Flamengo, venceu a final de barras assimétricas com 13.700 pontos. A companheira de clube Flávia Saraiva ficou com a prata, com 13.466, e Sophia Weisberg, do Pinheiros, completou o pódio com 13.400. A vitória marcou a volta de Lorrane às competições após um período afastada por lesão no ombro.

Entre os homens, Caio Souza, do Minas Tênis Clube, levou o ouro nas argolas com 13.600 pontos, em uma série de alta dificuldade. Juliano Oliva ficou com a prata, com 13.200, e Gustavo Pereira fechou o pódio com 12.733.

Os pódios das finais

  • Barras assimétricas: Lorrane Oliveira (Flamengo), 13.700; Flávia Saraiva (Flamengo), 13.466; Sophia Weisberg (Pinheiros), 13.400
  • Argolas: Caio Souza (Minas Tênis Clube), 13.600; Juliano Oliva, 13.200; Gustavo Pereira, 12.733

Quem subiu ao pódio

O ouro de Lorrane nas barras assimétricas tem peso simbólico além da pontuação. A ginasta integrou a equipe brasileira que conquistou a medalha de bronze por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, ao lado de Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa e Júlia Soares. A lesão no ombro a manteve fora do circuito e transformou o retorno em teste físico, não apenas técnico.

A prata de Flávia Saraiva na mesma final, com diferença de 0.234 ponto, mostra o nível de disputa interna do Flamengo, que colocou duas ginastas nas duas primeiras posições do aparelho. Sophia Weisberg, do Pinheiros, ficou a 0.300 do ouro.

Na chave masculina, Caio Souza defende o Minas Tênis Clube e é um dos ginastas brasileiros com mais tempo de seleção. A série apresentada nas argolas teve nota final de 13.600, 0.400 acima do segundo colocado, Juliano Oliva, e 0.867 acima do bronze de Gustavo Pereira.

Brasília como sede

O Nilson Nelson recebeu classificatórias, finais por aparelho e disputa por equipes. O ginásio, no Setor de Recreação Pública Norte, faz parte do complexo esportivo do Estádio Mané Garrincha e é a principal casa de esportes de quadra da capital.

Para o público do DF, a competição foi a chance mais próxima de ver de perto os nomes que representam o país nas etapas da Copa do Mundo e nos Mundiais. A capital tem recebido eventos nacionais com frequência crescente, movimento que o DistritoNews acompanhou em outras modalidades.

O que vem agora

O próximo compromisso da seleção brasileira é o Campeonato Mundial de Rotterdam, em outubro. O torneio distribui vagas e define o ranking que orienta a preparação do ciclo olímpico. Para Lorrane, o resultado em Brasília funciona como termômetro da recuperação: as barras assimétricas são o aparelho que exige mais do ombro, justamente a articulação que a tirou do circuito.

Caio Souza, por sua vez, mantém as argolas como aparelho de especialidade. A pontuação de 13.600 obtida no Nilson Nelson fica próxima da faixa que costuma disputar posição em finais internacionais, embora a comparação direta com o Mundial dependa da nota de dificuldade que cada atleta apresenta na competição.

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