Politica

Cappelli promete repor 7 mil PMs e ampliar o efetivo da PCDF

Candidato do PSB ao GDF apresentou nesta segunda (14) o programa Tolerância Zero, com retomada das Rondas Ostensivas Candango e policiamento comunitário

O candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) prometeu nesta segunda-feira (14) recompor um déficit que ele estima em 7 mil policiais militares e ampliar o efetivo da Polícia Civil, em agenda de campanha na Rodoviária do Plano Piloto e no comércio do Sudoeste.

As duas medidas integram o programa Tolerância Zero, que o candidato apresentou como o eixo da sua proposta de combate à criminalidade no DF. O número de 7 mil é a estimativa do próprio candidato para o buraco no efetivo da PMDF. A corporação não divulgou nesta segunda o dado oficial de vagas não preenchidas.

Além da recomposição, Cappelli defendeu o fortalecimento do Núcleo de Planejamento da Polícia Civil, o que, na sua leitura, resolveria um problema que não é de qualidade da tropa.

"Temos as melhores polícias do Brasil, tanto a Militar quanto a Civil. O que está faltando é apoio, ampliação do efetivo e investimento em planejamento e inteligência", disse o candidato.

O que está no Tolerância Zero

O programa apresentado na agenda desta segunda reúne quatro frentes:

  • recomposição do efetivo da PMDF, com a reposição dos 7 mil policiais apontados pelo candidato;
  • ampliação do contingente da PCDF e reforço do Núcleo de Planejamento da corporação;
  • retomada do projeto Rondas Ostensivas Candango, com policiamento comunitário em quadras residenciais e comerciais;
  • aprimoramento da abordagem à população em situação de rua.

Ao justificar a proposta, o candidato citou dois indicadores que atribuiu à realidade do DF.

"A cada 52 minutos nós temos um celular roubado no Distrito Federal. A cada 15 dias, uma mulher é vítima de feminicídio. Nós vamos mudar isso colocando a polícia na rua. Comigo, em segurança, é tolerância zero", declarou Cappelli.

Os dois números foram apresentados pelo candidato durante a panfletagem e não vieram acompanhados da fonte estatística.

Segurança é tema recorrente na campanha

A pauta da segurança pública já havia aparecido na agenda do candidato em outras ocasiões, e o desenho de agora repete elementos anteriores, como o peso dado à inteligência policial e às rondas. Em agosto, o candidato prometeu inteligência da PCDF e rondas contra o feminicídio durante sabatina.

Outras promessas do candidato já haviam sido apresentadas em agendas anteriores, em áreas distintas da segurança: ele propôs teto de uma hora no deslocamento e mais BRT no DF e defendeu a regularização de imóveis no programa A Casa é Sua.

A recomposição de efetivo policial no DF depende de concurso público e de espaço no orçamento distrital, já que a folha das forças de segurança do Distrito Federal é paga com recursos do Fundo Constitucional do DF, bancado pela União. Qualquer ampliação precisa passar pela dotação anual desse fundo.

Depois das panfletagens, a agenda do candidato seguiu com uma gravação às 14h e uma reunião interna de campanha às 17h. As informações da agenda foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

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