Politica

Datafolha mantém empate técnico entre Lula e Flávio no 2º turno

Levantamento ouviu 2.002 eleitores em 15 e 16 de setembro e repetiu, ponto a ponto, o resultado divulgado cinco dias antes

O Datafolha divulgou em 17 de setembro uma pesquisa que mantém Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico numa eventual disputa de segundo turno para a Presidência. O petista aparece com 46% e o senador, com 44%. A diferença de dois pontos é igual à margem de erro do levantamento.

O instituto ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026.

Os dois porcentuais repetem exatamente o resultado da rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em 11 de setembro. É o segundo levantamento seguido em que nenhum dos dois nomes se desloca.

Como está o primeiro turno

No cenário estimulado de primeiro turno, o Datafolha registrou:

  • Lula: 39%
  • Flávio Bolsonaro: 36%
  • Augusto Cury: 6%
  • Ronaldo Caiado: 4%
  • Renan Santos: 3%
  • Romeu Zema: 2%

Na comparação entre as duas rodadas, o primeiro turno registrou uma única oscilação dentro da margem: em 11 de setembro, o Datafolha havia medido Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35%. O petista ficou parado e o senador aparece agora com 36%.

O cenário divulgado é o estimulado, aquele em que o entrevistador apresenta a lista de nomes ao eleitor. É o formato mais usado na reta final porque se aproxima da situação da urna, em que o eleitor vê os candidatos registrados, e tende a reduzir o porcentual de indecisos em relação ao cenário espontâneo, em que o nome tem de partir do entrevistado.

O instituto também simulou confrontos de segundo turno entre Lula e Cury, Caiado, Renan Santos e Zema.

O que o número diz e o que não diz

Empate técnico significa que a diferença entre os dois primeiros colocados cabe dentro da margem de erro. Com 46% e 44%, os dois podem estar invertidos no eleitorado real, e a pesquisa não autoriza afirmar quem está à frente.

Pesquisa eleitoral também não é previsão de resultado: é um retrato do momento em que o campo foi a campo, neste caso os dias 15 e 16 de setembro. Qualquer leitura sobre tendência depende da comparação com rodadas do mesmo instituto e da mesma metodologia, que é o que permite dizer, aqui, que o quadro ficou parado entre 11 e 17 de setembro.

O registro no TSE é obrigatório e permite consultar o contratante, o valor e o plano amostral no sistema PesqEle. O número BR-04029/2026 identifica este levantamento.

No recorte do Distrito Federal, a última leitura do mesmo instituto sobre a gestão local mostrou a gestão de Celina Leão aprovada por 47% e reprovada por 44%, em agosto. O levantamento nacional de 15 e 16 de setembro não trouxe recorte distrital divulgado.

A eleição de 2026 tem primeiro turno marcado para 4 de outubro. Até lá, institutos registrados no TSE seguem divulgando rodadas, e a comparação só faz sentido entre pesquisas do mesmo instituto.

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