Presidente eleito em outubro toma posse em 5 de janeiro de 2027
Emenda Constitucional 111 tirou a cerimônia do 1º de janeiro; governadores assumem no dia 6 e parlamentares em 1º de fevereiro
Quem for eleito presidente da República em outubro só toma posse em 5 de janeiro de 2027. A data vale para presidente e vice, muda uma tradição de quase quatro décadas e foi definida pela Emenda Constitucional 111, promulgada em 2021.
Os governadores eleitos, inclusive o do Distrito Federal, assumem no dia seguinte, 6 de janeiro. Deputados federais, distritais, estaduais e senadores tomam posse em 1º de fevereiro, como já ocorre hoje. Prefeitos e vice-prefeitos continuam sendo empossados em 1º de janeiro, porque a eleição municipal segue calendário próprio.
Por que a data mudou
A posse em 1º de janeiro vigorava desde a Constituição de 1988 e obrigava autoridades, equipes de transição e público a atravessar a virada do ano em cerimônia oficial. A emenda deslocou o ato para os primeiros dias úteis de janeiro, com o argumento de conciliar as festas de fim de ano e o rito de transmissão de cargo.
O efeito aritmético recai sobre o mandato atual. Quem assumiu em 1º de janeiro de 2023 fica no cargo até 5 de janeiro de 2027, cinco dias a mais que os quatro anos previstos. Já o eleito em outubro cumpre quatro anos cheios, de 5 de janeiro de 2027 a 5 de janeiro de 2031.
O calendário até a posse
- 4 de outubro de 2026: primeiro turno das eleições gerais;
- 25 de outubro de 2026: segundo turno, onde houver;
- 5 de janeiro de 2027: posse do presidente e do vice-presidente, em Brasília;
- 6 de janeiro de 2027: posse dos governadores e vice-governadores;
- 1º de fevereiro de 2027: posse de senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
O que muda para Brasília
A cidade sedia as duas primeiras cerimônias, com efeito direto sobre serviço, comércio e circulação na região central. A posse presidencial ocorre no Congresso Nacional, com o compromisso constitucional lido em sessão solene, e é seguida do trajeto até o Palácio do Planalto, onde acontece a transmissão da faixa. O esquema de segurança, o bloqueio da Esplanada dos Ministérios e a operação de trânsito passam a ser montados para 5 de janeiro, e não mais para o feriado de Ano-Novo.
No caso do governo do DF, a posse do dia 6 ocorre na Câmara Legislativa. A diplomação dos eleitos, etapa anterior e obrigatória, é feita pela Justiça Eleitoral em dezembro, quando o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal entrega os diplomas aos escolhidos nas urnas.
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A diplomação, prevista para dezembro, é o ato que reconhece formalmente quem foi eleito e habilita o diplomado a tomar posse. Sem diploma não há posse, e é por isso que recursos e ações que possam cassar registro costumam se concentrar nessa janela do calendário eleitoral.
Entre a eleição e a posse ficam quase três meses de transição, prazo em que a equipe do eleito recebe informações do governo em exercício e monta o desenho de ministérios ou secretarias. É esse intervalo, mais longo do que o de 2022, que a mudança de data ampliou.