Professores do DF param nesta quarta; Celina pede que o ato não seja politizado a 4 dias do 2º turno
Sinpro-DF para a rede pública nesta quarta, 21, com ato no Buriti. Veja as queixas do sindicato, a resposta do GDF e o que vale para sexta, 23.
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O Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF) paralisa a rede pública nesta quarta-feira, 21, com um ato às 9h na Praça do Buriti. A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), diz respeitar a categoria, mas pediu que o protesto não aconteça a quatro dias do segundo turno. A Secretaria de Educação (SEEDF) afirma que a adesão é facultativa e que as aulas serão repostas.
O que o sindicato reivindica
Na nota de convocação, o Sinpro protesta contra o que chama de autoritarismo do GDF e do secretário de Educação, Thiago Peixoto. A entidade cita a proibição de afixar cartazes do sindicato nas escolas, a imposição de cronograma e de material pedagógico sem consulta às unidades e a falta de reunião com o governo há mais de 20 dias. Estão paradas, segundo o sindicato, as discussões sobre o Calendário Escolar de 2027 e o Concurso de Remanejamento.
A diretora Márcia Gilda disse ao Jornal de Brasília que o sindicato teve uma única reunião com Peixoto e que vários ofícios ficaram sem resposta. "Precisamos de uma mesa de negociação permanente, com debate, discussão e participação dos profissionais da educação", afirmou. O Sinpro oferece ônibus para o ato, com saída às 8h de várias regiões administrativas e do Entorno.
O que dizem o governo e a Secretaria
Celina Leão comentou a paralisação em agenda na terça-feira, 20. "O ato é legítimo. A gente entende, mas pede para que os professores entendam que esse momento, a quatro dias da eleição, é muito ruim. A nossa comunidade escolar fica refém", disse, segundo o Jornal de Brasília. Ela pediu que o momento não seja politizado e afirmou ter compromisso com a categoria.
Em nota, a SEEDF informou que cabe a cada profissional decidir se participa e garantiu a reposição das aulas, para cumprir os 200 dias letivos. A pasta não divulgou quantas escolas devem ficar sem atividade nem tratou de desconto de ponto. O Sinpro afirma que todas as escolas vão aderir; esse número não foi confirmado por fonte independente.
E a sexta-feira, dia 23?
Independentemente da paralisação, não haverá aula na sexta-feira, 23, nas escolas públicas, por causa da preparação para o segundo turno. A suspensão alcança também as escolas particulares que funcionarão como locais de votação, conforme o Decreto 49.392, de 18 de setembro de 2026, citado pelo Jornal de Brasília.
Na disputa pelo GDF, o candidato Leandro Grass (PT) incluiu o ato na agenda desta quarta, às 9h15, segundo o Jornal de Brasília. Celina Leão tem entrevistas e encontro com o setor produtivo em Taguatinga Norte no mesmo período. O concurso da SEEDF para 10 mil vagas, um dos temas da pauta docente, já tem cobertura própria aqui.
Quem tem filho na rede pública deve confirmar com a direção da escola se haverá atividade. O Sinpro publica o balanço do ato em sinprodf.org.br.