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TSE redistribui urnas entre estados para reduzir fila na votação

País tem 563.910 urnas aptas para 516.785 seções eleitorais em 2.641 zonas; critério considera evolução do eleitorado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) redistribuiu urnas eletrônicas entre as unidades da Federação para as eleições de outubro, com o objetivo declarado de reduzir o tempo de espera nos locais de votação. O tribunal informou nesta sexta-feira (7/8) que o país tem 563.910 urnas aptas para atender 516.785 seções eleitorais, espalhadas por 2.641 zonas.

A redistribuição leva em conta a evolução do eleitorado, o número de seções eleitorais e as características de cada região. Quando o eleitorado cresce em um estado e recua em outro, o parque de equipamentos é remanejado entre os 27 tribunais regionais eleitorais em vez de o tribunal simplesmente comprar mais máquinas.

Os números do parque de urnas

  • Urnas aptas: 563.910
  • Seções eleitorais: 516.785
  • Zonas eleitorais: 2.641
  • Tribunais regionais envolvidos: 27, um em cada estado e no Distrito Federal

A diferença entre o total de urnas e o total de seções corresponde à reserva técnica, o conjunto de equipamentos que fica de prontidão nos cartórios para substituir máquinas com defeito no dia da votação. É essa folga que evita que uma pane trave a seção por horas.

Fila menor é meta declarada do tribunal

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que um dos grandes desafios deste ano será reduzir o tempo de espera nos locais de votação. A fila de 2024 virou assunto de balanço interno da Justiça Eleitoral e está por trás tanto do remanejamento de equipamentos quanto da revisão da distribuição de eleitores por seção.

O que muda para o eleitor do DF

O tribunal não divulgou o número de urnas destinado a cada unidade da Federação, o que impede afirmar quantas máquinas ficarão no Distrito Federal. O que já é possível dizer ao eleitor local é que o remanejamento pode vir acompanhado de mudança de seção, e essa informação aparece no título de eleitor digital e no sistema de consulta do TSE.

A recomendação prática vale para todo o DF: conferir o local de votação com antecedência, sem esperar a véspera. Mudança de endereço, criação de novas seções e remanejamento de equipamentos alteram o ponto de votação sem que o eleitor precise ter feito qualquer solicitação.

Veja o passo a passo em como consultar o local de votação para as eleições de outubro.

Por que a fila cresce

O tempo de espera na votação depende de três fatores combinados: número de eleitores por seção, quantidade de urnas disponíveis no local e velocidade do procedimento de identificação. A redistribuição do parque de equipamentos ataca o segundo. Os outros dois entram em decisões separadas da Justiça Eleitoral, como o remanejamento de eleitores entre seções e o uso da biometria.

Escolas com muitas seções concentradas no mesmo prédio, situação comum nas regiões administrativas mais populosas do DF, são as que mais sentem a diferença. Nessas unidades, um equipamento a mais ou a menos altera diretamente o fluxo no corredor, sobretudo nos horários de pico da manhã e do início da tarde.

Calendário eleitoral em andamento

A redistribuição de urnas acontece na mesma janela em que a Justiça Eleitoral fecha outras etapas do calendário de 2026, entre elas o prazo de registro de candidaturas e o início da propaganda eleitoral. A logística de distribuição física das máquinas para os locais de votação é a última etapa e ocorre nos dias que antecedem o pleito, sob acompanhamento dos partidos e do Ministério Público Eleitoral.

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