Politica

O caminho do voto: da urna ao resultado apurado em Brasília

Zerésima às 7h, Boletim de Urna criptografado às 17h e validação de assinatura digital antes de o TSE apurar

O voto depositado na urna eletrônica em 4 de outubro passa por uma sequência de etapas até virar número no painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. A Câmara dos Deputados detalhou esse percurso em material publicado nesta segunda-feira, 14 de setembro, com o passo a passo que vai da abertura da seção à divulgação do resultado.

O roteiro começa antes de o primeiro eleitor entrar na cabine. Às 7h do dia da eleição, a urna é ligada. Na presença de mesários e fiscais de partidos, cada seção emite a "zerésima", relatório que identifica aquela urna e comprova que todos os candidatos estão registrados com zero voto.

A votação, das 8h às 17h

Às 8h começa a votação. O mesário recebe o documento de identificação com foto, digita o número do CPF ou do título eleitoral no Terminal do Mesário e confirma o nome que aparece na tela antes de liberar o eleitor. Depois do voto, devolve o documento e entrega o comprovante de votação.

Encerrada a votação, às 17h, os dados gravados nos cartões de memória das urnas, o Boletim de Urna, são gravados de forma criptografada em uma mídia de resultado, como um pen drive. Essa mídia é levada a local próprio e seguro para transmissão à Justiça Eleitoral.

A checagem que valida cada urna

Quando o arquivo chega ao servidor central, o sistema verifica a assinatura digital. Se a assinatura é válida, fica garantido que aquele resultado foi gerado pela urna preparada para aquela seção eleitoral, o que a Justiça Eleitoral usa para atestar integridade e autenticidade. O Boletim de Urna é então decifrado e passa por verificações de consistência.

A apuração em si acontece em Brasília. Os supercomputadores do TSE são os únicos equipamentos com as chaves capazes de ler as criptografias, segundo a Agência Câmara. A partir daí, as máquinas passam a divulgar resultados parciais até o fechamento do resultado final.

O desenho explica por que a totalização costuma avançar em blocos, e não em fluxo contínuo: cada lote depende da chegada e da validação das mídias transmitidas pelas seções.

O que o eleitor pode acompanhar

Parte do processo é aberta ao público e a fiscais de partidos. Antes da eleição, os equipamentos passam por auditorias e testes públicos de segurança promovidos pelo TSE (leia aqui). No dia da votação, o teste de integridade sorteia urnas já preparadas e as submete a votação simulada, com registro em vídeo.

No Distrito Federal, o teste de integridade das urnas está previsto para ocorrer na Câmara Legislativa em outubro. A emissão do Boletim de Urna ao fim da votação também é pública: o documento é afixado na seção eleitoral e fica disponível para conferência, de modo que qualquer pessoa pode comparar o papel com o resultado divulgado pelo tribunal.

O primeiro turno das eleições gerais ocorre em 4 de outubro, com votação para presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado distrital no caso do DF. O eleitor que não votar tem até 60 dias para justificar a ausência, sob pena de multa.

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