TSE leva urna eletrônica a estudantes do Elefante Branco na segunda
Apresentação no Centro de Ensino Médio Elefante Branco, no Plano Piloto, abre a máquina para mostrar como o voto é registrado e auditado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) leva uma urna eletrônica a estudantes do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, no Plano Piloto, na próxima segunda-feira (3), às 11h. A apresentação faz parte da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que marca os 30 anos do equipamento.
A escola fica na Asa Sul e é uma das mais tradicionais da rede pública do Distrito Federal. A atividade reúne o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, e o ministro substituto Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo.
O que os alunos vão ver
A proposta não é uma palestra sobre a urna, e sim a abertura física do equipamento diante da plateia. Os técnicos vão mostrar a estrutura interna, os componentes eletrônicos e os mecanismos de segurança que impedem a alteração do voto depois de registrado.
Durante a apresentação, vamos desmontar a urna eletrônica e explicar, de forma acessível, os princípios que orientam seu funcionamento, afirmou Rafael Azevedo.
A demonstração passa pela assinatura digital dos programas, pelo sigilo do voto, pela fiscalização dos sistemas eleitorais por partidos e entidades e pelas etapas de auditoria feitas antes, durante e depois da votação.
Por que a urna não se conecta à internet
Um dos pontos centrais da apresentação é a arquitetura fechada do equipamento. A urna não tem conexão com a internet em nenhuma etapa da votação, o que elimina a possibilidade de acesso remoto durante o pleito. Os programas são assinados digitalmente e lacrados em cerimônia pública, com participação de fiscais.
Segundo o TSE, o desenho técnico busca garantir que o voto apurado seja exatamente o voto registrado pelo eleitor.
O sistema é desenvolvido para impedir qualquer alteração indevida dos votos e garantir que o voto registrado seja exatamente o voto apurado, disse o coordenador de Tecnologia Eleitoral.
Aposta na formação de novos eleitores
A escolha de uma escola de ensino médio não é casual. Parte dos alunos vota pela primeira vez em outubro, e o tribunal trata o contato direto com o equipamento como estratégia de combate à desinformação sobre o processo eleitoral.
Para o TSE, o estudante que entende o funcionamento do equipamento passa a corrigir informação errada no próprio círculo social. Quando as pessoas compreendem como a urna eletrônica funciona, tornam-se multiplicadoras de informações corretas, resumiu Azevedo.
A urna eletrônica brasileira foi usada pela primeira vez em 1996 e está em todo o território nacional desde 2000. Nas eleições de outubro, o eleitorado do DF volta às seções para escolher presidente, governador, senador, deputados federais e distritais.
O tribunal também tem atuado na frente digital do pleito: as plataformas digitais têm até 16 de agosto para entregar o plano de conformidade eleitoral, conforme decisão detalhada pela corte neste mês.
- O quê: apresentação da urna eletrônica a estudantes
- Quando: segunda-feira (3), às 11h
- Onde: Centro de Ensino Médio Elefante Branco, Asa Sul
- Quem participa: coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, e o ministro substituto Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo