Morre Clóvis Puttini, pioneiro da terapia intensiva infantil no DF
Pediatra de 72 anos atuou por décadas em UTIs pediátricas e neonatais de hospitais como HUB, HRT e Anchieta; morte foi confirmada pelo CRM-DF
O médico Clóvis Roberto Puttini morreu na sexta-feira (17), aos 72 anos, em Brasília. Pediatra e referência na terapia intensiva pediátrica e neonatal do Distrito Federal, ele teve a morte confirmada pelo Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF).
Puttini estava internado no Hospital Brasília, onde tratava complicações de uma gastroenterocolite com perfuração intestinal e infecção grave, quadro diagnosticado em 2023 que exigiu a remoção de parte do intestino grosso.
Trajetória dedicada às crianças do DF
Nascido em Minas Gerais, Puttini mudou-se para Brasília aos 9 anos de idade, com os cinco irmãos, e se formou em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB). Construiu a carreira nas UTIs pediátricas e neonatais da capital, onde atuou por décadas nas redes pública e privada.
Entre as instituições pelas quais passou estão:
- Hospital Universitário de Brasília (HUB);
- Hospital Regional de Taguatinga (HRT);
- Hospital Anchieta, também em Taguatinga.
Homenagens
Em janeiro deste ano, ainda internado, o médico foi homenageado pelo Hospital Brasília com uma sessão de cinema ao lado da família, em que assistiu a desenhos de Tom e Jerry. O gesto ganhou repercussão na imprensa local como símbolo de humanização do cuidado.
Em nota de pesar, o CRM-DF destacou a "dedicação à medicina" e a "competência técnica" do pediatra ao longo da carreira.
A morte de Puttini mobilizou colegas da pediatria do DF, área que segue em expansão na capital. Leia também: IgesDF abre nova seleção em seis áreas com salários de até R$ 22,6 mil.