Multivacinação no DF vai até 1º de setembro; veja quem deve tomar
Campanha atualiza a caderneta de crianças e adolescentes até 14 anos, 11 meses e 29 dias; Dia D é em 22 de agosto
A campanha de multivacinação no Distrito Federal segue até 1º de setembro nas salas de vacina das unidades básicas de saúde. A estratégia começou em 3 de agosto e tem como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos, ou seja, até 14 anos, 11 meses e 29 dias.
O objetivo é fechar o buraco deixado por doses atrasadas. Durante o período, estão disponíveis todas as vacinas do calendário infantil e do adolescente, entre elas tríplice viral, pentavalente, poliomielite, febre amarela, meningocócica, pneumocócica e varicela. A vacina contra o HPV é oferecida também a jovens de 15 a 19 anos que não completaram o esquema.
O Dia D de mobilização social está marcado para 22 de agosto, quando as unidades ampliam o atendimento. Além das UBS, a Secretaria de Saúde realiza ações extramuros em escolas e espaços comunitários, com divulgação prévia dos locais.
O que levar e quem deve procurar a unidade
Para receber as doses, é preciso apresentar a caderneta de vacinação e um documento de identificação da criança ou do adolescente. Quem perdeu a caderneta pode consultar o histórico no Meu SUS Digital ou pedir a segunda via na unidade onde foi atendido.
A recomendação vale mesmo para quem acha que está em dia. A conferência dose a dose é o ponto central da campanha, porque parte dos atrasos vem de esquemas iniciados e não concluídos, como a segunda dose da tríplice viral e o reforço da poliomielite.
- Período: 3 de agosto a 1º de setembro de 2026
- Público prioritário: menores de 15 anos
- HPV: também para jovens de 15 a 19 anos
- Dia D: 22 de agosto
- Onde: salas de vacina das UBS e ações em escolas
- Documentos: caderneta de vacinação e documento de identificação
O alerta que está por trás da campanha
A mobilização nacional ocorre no mesmo momento em que São Paulo registra alta de casos de sarampo, doença que o Brasil já havia eliminado e voltou a enfrentar depois da queda na cobertura vacinal. O sarampo é transmitido pelo ar e atinge com mais gravidade bebês menores de 1 ano, que ainda não completaram o esquema da tríplice viral.
No DF, a Secretaria de Saúde vinha reforçando a busca ativa desde o primeiro semestre. Em julho, a pasta descartou surto de meningite na capital e manteve o apelo pela atualização da caderneta, que é a barreira mais barata contra reintrodução de doenças.
Cobertura vacinal abaixo da meta cria bolsões de suscetíveis. Quando um caso importado chega a uma comunidade com baixa proteção, a transmissão se instala rápido, e a resposta passa a exigir bloqueio vacinal, isolamento e rastreamento de contatos, tudo mais caro e mais lento do que a dose aplicada no prazo.
A meta do Ministério da Saúde é de 95% de cobertura para as vacinas do calendário infantil, patamar necessário para interromper a circulação de vírus como o do sarampo. Índices abaixo disso deixam de proteger quem não pode ser vacinado, caso de bebês fora da faixa etária e de pessoas com imunossupressão.
A rede pública do DF mantém o atendimento de vacinação em horário comercial nas UBS, com unidades que funcionam em horário estendido. A lista atualizada de endereços e horários fica disponível no site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
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